Investidores apostam na paz e impulsionam Wall Street para novos recordes. Micron dispara 19%

Só o Dow Jones perdeu terreno na primeira sessão da semana, com os investidores a agarrarem-se às esperanças de que um acordo de paz entre EUA e Irão estará próximo de ser alcançado, apesar de novos ataques perto do estreito de Ormuz na noite de segunda-feira. Fabricantes de chips beneficiaram do apetite dos investidores pela IA, com a Micron a ultrapassar um "market cap" de um bilião de dólares.
Wall Street
AP / Richard Drew
João Duarte Fernandes 21:13

Os principais índices norte-americanos arrancaram a semana em alta, à exceção do Dow Jones, com os investidores a agarrarem-se à esperança de que os Estados Unidos e o Irão estão próximos de chegar a um acordo de paz, apesar dos ataques de segunda-feira à noite, num dia em que as fabricantes de chips foram as principais responsáveis por levar o S&P 500 e o Nasdaq a novos recordes. Durante o dia de ontem as bolsas nova iorquinas estiveram encerradas para negociação devido a um feriado nacional.

Neste contexto, o S&P 500 avançou 0,61%, para um novo máximo de fecho nos 7.519,08 pontos, tendo renovado também máximos históricos intradiários nos 7.539,09 pontos. O Nasdaq Composite, por sua vez, escalou 1,19%, para um recorde de fecho nos 26.656,18 pontos, tendo também atingido um novo máximo histórico de 26.725,29 pontos. Já o Dow Jones destoou e caiu 0,23%, para os 50.461,68 pontos.

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Os EUA continuaram a anunciar progressos no sentido de um acordo para pôr fim à guerra que já dura há quase três meses, com o Presidente Donald Trump a afirmar que as negociações para prolongar o cessar-fogo e reabrir o estreito de Ormuz estão a avançar. Apesar disso, o secretário de Estado, Marco Rubio,

Já do lado iraniano, a Guarda Revolucionária Islâmica disse que tencionava responder ao que considerou ser uma violação do cessar-fogo por parte das forças norte-americanas.

Os investidores estão a apostar na paz e, consequentemente, a investir em fundamentais acionistas muito sólidos”, disse à Bloomberg Kyle Rodda, da Capital.com. “Embora gostássemos de partilhar o otimismo, tem havido contratempos suficientes no processo de elaboração de um acordo entre Washington e Teerão para que continuemos cautelosos até que haja progressos mais tangíveis”, ressalvou, por seu turno, Ian Lyngen, da BMO Capital Markets.

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Já do ponto de vista de Tom Essaye, da The Sevens Report, “mesmo que um cessar-fogo não seja um catalisador imediato, continuará a exercer uma influência positiva constante sobre as ações e as obrigações, desde que o crescimento se mantenha sólido e a inflação não registe picos”, referiu à agência de notícias financeiras.

No plano económico, dados revelaram que a confiança dos consumidores norte-americanos registou uma ligeira descida em maio, à medida que as perspetivas sobre as condições económicas se deterioraram devido ao aumento dos preços provocado pela guerra. O índice da confiança dos consumidores do Conference Board caiu para 93,1 pontos após uma revisão em alta em relação ao mês anterior. A estimativa dos economistas era de que este índice se fixasse nos 92 pontos.

Entre os movimentos do mercado, a Micron fechou o dia a disparar mais de 19%, com a fabricante de semicondutores a ser impulsionada por um renovado apetite dos investidores por cotadas ligadas à IA, bem como por uma revisão do preço-alvo por parte do UBS,

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Já quanto às “sete magníficas”, a Nvidia cedeu 0,22%, a Apple caiu 0,16%, a Tesla subiu 1,78%, a Alphabet ganhou 1,44%, a Amazon desvalorizou 0,39%, a Meta avançou 0,34% e a Microsoft perdeu 0,61%.

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