Após lucro recorde, BCP dá 4 milhões de ações a executivos. Maya recebe 870 mil
O CEO do BCP e os restantes elementos da comissão executiva do banco receberam cerca de 4 milhões de ações do banco, entregues a título de remuneração variável.
A decisão foi confirmada em comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).
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A operação decorreu nesta segunda-feira, com os títulos a valerem 0,9616 euros, e reporta à remuneração variável de 2025, assim como a “valores diferidos relativos aos anos de 2024, 2023, 2022, 2021 e 2020 bem como à remuneração variável de longo prazo referente ao período 2022-2025”, explica o banco, acrescentando que o conjunto de títulos em causa representam aproximadamente 0,03% da totalidade das ações representativas do capital do banco”.
Miguel Maya recebeu 871.156 ações, avaliadas, tendo em conta aquela cotação, em 837 mil euros. Foi, sem surpresa, o maior volume. Ao CFO Miguel Bragança foram entregues 649 mil ações (624 mil euros). João Nuno Palma teve direito a 626 mil títulos (602 mil euros) enquanto Maria José Campos recebeu o segundo maior volume: 843 mil ações (811 mil euros).
Miguel Pessanha recebeu 540 mil ações e a Rui Teixeira couberam 557 mil. Já não fazem parte da comissão executiva.
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O BCP decidiu ainda atribuir 50 mil ações “a um conjunto de dirigentes e outros colaboradores, que não são membros da Comissão Executiva, a título de ajustamento ao número de ações atribuídas referentes à remuneração variável diferida de 2024”. Os volumes são muito diferentes: A maioria dos trabalhadores identificados no comunicado recebem entre 30 e 35 ações. Há um que recebe 56.
A decisão do Millennium surge depois de em 2025 o lucro ter atingido o valor recorde de 1.018 milhões de euros. O BCP aprovou a distribuição de 90% desse resultado aos acionistas. O valor é atingido através de distribuição de dividendos e um programa de recompra de ações.
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