Lisboa contraria perdas europeias. Mota-Engil dispara mais de 4%

O índice nacional escapou à tendência negativa verificada a nível europeu, com a continuação do conflito no Médio Oriente. A construtora liderou os ganhos do PSI, depois de ter apresentado o plano estratégico para os próximos anos.
Vítor Chi
Pedro Barros Costa 17:01

A bolsa de Lisboa fechou em alta esta quarta-feira, contrariando as perdas das principais praças europeias, num dia em que os receios sobre o conflito no Médio Oriente voltaram a intensificar-se.     

O índice de referência nacional, o PSI, subiu 0,58% para 9.076,37 pontos, com 12 dos seus 16 títulos no verde. Apesar da pressão do conflito no Golfo Pérsico sobre as bolsas, o PSI fechou em alta em cinco das últimas seis sessões.   

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Os ganhos foram impulsionados pela Mota-Engil, que disparou 4,55% para 4,78 euros, . A empresa prevê dentro de quatro anos atingir um volume de negócios na casa dos 9 mil milhões de euros, o que representa um aumento de 70% face aos 5,3 mil milhões que registou em 2025, apontando para uma taxa de crescimento anual composta superior a 10% neste período.

Já a Galp subiu 2,13% para 16,11 euros, voltando a beneficiar dos preços do crude, , impulsionados pelos receios sobre a colocação de minas no estreito de Ormuz pelo Irão.

Os pesos pesados do grupo EDP registaram ganhos menos expressivos. A casa-mãe subiu 0,09% para 4,513 euros, enquanto a subsidiária EDPR subiu 0,62% para 12,99 euros.

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O retalho também contribuiu para os ganhos do índice, sobretudo a Sonae. A dona dos hipermercados Continente ganhou 1,68% para 1,942 euros, enquanto a rival Jerónimo Martins subiu 0,56% para 21,60 euros.     

No vermelho, o BCP fechou no fundo da tabela, recuando 0,83% para 0,8314 euros, sendo acompanhado nas perdas apenas pela Nos (-0,38% para 5,29 euros) e pela Corticeira Amorim (-0,31% para 6,35 euros).

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