S&P 500 atinge novos máximos e fecha melhor mês desde a pandemia. Alphabet dispara 10%

O "benchmark" norte-americano avançou 10% em abril, recuperando por completo as perdas registadas com o desencadear do conflito no Médio Oriente. A resiliência da economia dos EUA deu o empurrão final, num dia em que os investidores estiveram a reagir aos resultados de quatro grandes tecnológicas.
AP
Ricardo Jesus Silva 21:11

Os principais índices norte-americanos encerraram a última sessão de abril pintados de verde, com o S&P 500 e o Nasdaq Composite a tocarem novos máximos históricos, impulsionados por uma economia mais resiliente do que antecipado. A reação mista aos resultados de quatro grandes tecnológicas não foi suficiente para desanimar os investidores, num dia em que os preços do petróleo até ultrapassaram os 126 dólares por barril - antes de caírem e voltarem a negociar nos 110 dólares. 

O S&P 500 encerrou a sessão a ganhar 1,02% para 7.209,01 pontos, atingindo um novo máximo nos 7.219,83 pontos e fechando o melhor mês desde 2020 com ganhos de 10% - beneficiando de uma grande recuperação face às perdas provocadas pelo estalar do conflito no Médio Oriente. O tecnológico Nasdaq Composite seguiu o mesmo caminho, acelerando 0,89% para 24.892,31 pontos e tocando pela primeira vez nos 24.935,60 pontos, enquanto o industrial Dow Jones avançou 1,62% para 49.652,14 pontos. 

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Depois de a economia norte-americana ter afundado no último trimestre do ano passado, pressionada por um "shutdown" na administração federal, o , de acordo com o Gabinete de Análise Económica do país. O consumo interno cresceu mais do que o esperado, registando uma subida de 1,6%, beneficiando de um grande aumento na procura por serviços. 

"Desde que a economia continue a crescer e as empresas consigam aumentar os lucros, podemos assistir a uma subida dos preços das ações - mesmo perante o aumento dos preços da energia e da inflação", explicou Chris Zaccarelli, da Northlight Asset Management, à Bloomberg. 

Os dados foram conhecidos depois de, na quarta-feira, a  - numa decisão menos consensual do que o habitual. O banco central alertou para uma elevada incerteza económica derivado do conflito no Médio Oriente, que tem levado os preços da energia a dispararem sem precedentes e mergulhou o mundo na maior crise energética da história recente. 

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Os investidores estiveram ainda a reagir uma série de resultados trimestrais de quatro grandes tecnológicas que fazem parte das Sete Magníficas. A grande narrativa em torno desta época de contas está a passar por saber se os grandes investimento em inteligência artificial (IA) já estão a dar retorno, mas os resultados apresentados na super quarta-feira "tech" não permitiram afastar por completo os receios de que os frutos de todo o capital despendido vão chegar no curto prazo. A Apple apresenta contas já depois do fecho da sessão. 

A Alphabet disparou 9,97%, atingindo um novo máximo histórico, depois de a dona da Google ter visto a , elevando as receitas totais da empresa no primeiro trimestre do ano para 94,7 mil milhões de dólares - indicando que os investimentos em IA já começam a compensar. Já a Amazon saltou 0,77%, após ter .

Por sua vez, a Microsoft caiu 3,93%, apesar de a empresa liderada por Satya Nadella ter visto as . O valor ficou apenas ligeiramente acima do consenso do mercado, que esperavam uma subida de 38% - indicando que os investidores estão a exigir cada vez mais da empresa.

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Por fim, a Meta afundou 8,04%, depois de a dona do Facebook ter , acima dos 125 mil milhões estimados no relatório de contas anterior. Mesmo assim, os resultados da empresa acabaram por surpreender, com um benefício fiscal de oito mil milhões a levar o resultado líquido a ficar bastante acima das expectativas dos analistas.

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