S&P 500 atinge novos máximos e fecha melhor mês desde a pandemia. Alphabet dispara 10%
Os principais índices norte-americanos encerraram a última sessão de abril pintados de verde, com o S&P 500 e o Nasdaq Composite a tocarem novos máximos históricos, impulsionados por uma economia mais resiliente do que antecipado. A reação mista aos resultados de quatro grandes tecnológicas não foi suficiente para desanimar os investidores, num dia em que os preços do petróleo até ultrapassaram os 126 dólares por barril - antes de caírem e voltarem a negociar nos 110 dólares.
O S&P 500 encerrou a sessão a ganhar 1,02% para 7.209,01 pontos, atingindo um novo máximo nos 7.219,83 pontos e fechando o melhor mês desde 2020 com ganhos de 10% - beneficiando de uma grande recuperação face às perdas provocadas pelo estalar do conflito no Médio Oriente. O tecnológico Nasdaq Composite seguiu o mesmo caminho, acelerando 0,89% para 24.892,31 pontos e tocando pela primeira vez nos 24.935,60 pontos, enquanto o industrial Dow Jones avançou 1,62% para 49.652,14 pontos.
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Depois de a economia norte-americana ter afundado no último trimestre do ano passado, pressionada por um "shutdown" na administração federal, o PIB dos EUA conseguiu recuperar e acelerar 2% nos primeiros três meses de 2026, de acordo com o Gabinete de Análise Económica do país. O consumo interno cresceu mais do que o esperado, registando uma subida de 1,6%, beneficiando de um grande aumento na procura por serviços.
"Desde que a economia continue a crescer e as empresas consigam aumentar os lucros, podemos assistir a uma subida dos preços das ações - mesmo perante o aumento dos preços da energia e da inflação", explicou Chris Zaccarelli, da Northlight Asset Management, à Bloomberg.
Os dados foram conhecidos depois de, na quarta-feira, a Reserva Federal (Fed) norte-americana ter decidido manter as taxas de juro - numa decisão menos consensual do que o habitual. O banco central alertou para uma elevada incerteza económica derivado do conflito no Médio Oriente, que tem levado os preços da energia a dispararem sem precedentes e mergulhou o mundo na maior crise energética da história recente.
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Os investidores estiveram ainda a reagir uma série de resultados trimestrais de quatro grandes tecnológicas que fazem parte das Sete Magníficas. A grande narrativa em torno desta época de contas está a passar por saber se os grandes investimento em inteligência artificial (IA) já estão a dar retorno, mas os resultados apresentados na super quarta-feira "tech" não permitiram afastar por completo os receios de que os frutos de todo o capital despendido vão chegar no curto prazo. A Apple apresenta contas já depois do fecho da sessão.
A Alphabet disparou 9,97%, atingindo um novo máximo histórico, depois de a dona da Google ter visto a unidade de computação de "cloud" a registar vendas bastante superiores ao esperado, elevando as receitas totais da empresa no primeiro trimestre do ano para 94,7 mil milhões de dólares - indicando que os investimentos em IA já começam a compensar. Já a Amazon saltou 0,77%, após ter registado o crescimento mais rápido da unidade de cloud em quase quatro anos.
Por sua vez, a Microsoft caiu 3,93%, apesar de a empresa liderada por Satya Nadella ter visto as receitas com a sua unidade de "cloud" dispararem 39% no seu terceiro trimestre fiscal. O valor ficou apenas ligeiramente acima do consenso do mercado, que esperavam uma subida de 38% - indicando que os investidores estão a exigir cada vez mais da empresa.
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Por fim, a Meta afundou 8,04%, depois de a dona do Facebook ter revisto em alta o nível de investimento em IA para os 145 mil milhões de dólares em 2026, acima dos 125 mil milhões estimados no relatório de contas anterior. Mesmo assim, os resultados da empresa acabaram por surpreender, com um benefício fiscal de oito mil milhões a levar o resultado líquido a ficar bastante acima das expectativas dos analistas.
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