Wall Street fecha em baixa com incerteza sobre rumo da guerra a minar sentimento
Os principais índices norte-americanos encerraram a primeira sessão da semana com perdas. O sentimento dos investidores voltou a ser pressionado por uma escalada dos preços do crude e por declarações de Donald Trump em relação ao conflito no Médio Oriente, o que levou o “benchmark” S&P 500 a interromper uma série de cinco sessões de avanços e a afastar-se de máximos históricos atingidos na semana passada.
Neste contexto, o S&P 500 perdeu 0,24%, para os 7.109,14 pontos. O Nasdaq Composite cedeu 0,26%, para os 24.404,39 pontos. Já o Dow Jones, por sua vez, desvalorizou 0,01% para os 49.442,56 pontos.
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O Presidente norte-americano afirmou, em entrevista à Bloomberg, que é improvável que a trégua com Teerão seja prolongada se não for alcançado um acordo antes do prazo-limite de quarta-feira à noite, hora de Washington, acrescentando que a Marinha dos Estados Unidos (EUA) vai manter o bloqueio a navios iranianos no estreito de Ormuz até que um acordo seja alcançado.
“Não vou ser pressionado a fazer um mau acordo”, disse Trump na entrevista por telefone. O republicano referiu ainda que uma delegação norte-americana, incluindo o vice-presidente JD Vance, estava a caminho do Paquistão para uma nova ronda de negociações que deverá ter lugar na terça-feira.
Nesta linha, “a tão falada ‘reabertura’ do estreito de Ormuz mal durou um dia antes que as tensões de sexta-feira voltassem a entrar em cena”, resumiu à agência de notícias financeiras Fawad Razaqzada, da Forex.com. “Ainda assim, há a sensação de que ambos os lados podem estar a representar — a falar com dureza com o prazo a aproximar-se para reforçar as suas posições nas negociações”, acrescentou.
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E segundo analistas do Citigroup, os preços do petróleo poderão subir para 110 dólares por barril se o tráfego na via marítima continuar interrompido durante mais um mês. Preveem, também, que será assinado um acordo preliminar entre o Irão e os EUA ou que o cessar-fogo será prolongado, o que poderá evoluir para um acordo mais abrangente. “Dito isto, continuamos preparados para nos adaptarmos a um cenário de interrupção mais prolongada, caso as negociações fracassem”, escreveram os analistas.
E enquanto se mantêm atentos a quaisquer novos desenvolvimentos que possam surgir do Médio Oriente, os investidores vão amanhã seguir de perto a audiência de confirmação de Kevin Warsh – escolhido por Donald Trump como o próximo presidente da Reserva Federal (Fed) - na Comissão Bancária do Senado dos EUA.
Entretanto, a época de divulgação de resultados teve um início forte pela maior economia mundial. As empresas do S&P 500 que já divulgaram resultados viram os lucros ficarem 11% acima das expectativas, em termos agregados, segundo dados compilados pela Bloomberg Intelligence. Entre as principais cotadas que divulgam resultados esta semana, contam-se a United Airlines na terça-feira, a Tesla e a Boeing na quarta-feira, seguidas pela Intel no dia seguinte.
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Quanto aos movimentos do mercado, e depois de notícias sobre uma possível fusão entre as companhias aéreas United Airlines e American Airlines Group, esta última revelou, na passada sexta-feira e já depois do fecho das negociações dos índices norte-americanos, não estar envolvida nem interessada em quaisquer discussões relativas a uma junção com a rival. E as ações das duas cotadas responderam hoje a estes novos desenvolvimentos, com a United a perder quase 3% e a American Airlines a recuar mais de 4% em bolsa na sessão desta segunda-feira, 20 de abril.
Já entre as “big tech”, a Nvidia subiu 0,19%, a Apple ganhou 1,04%, a Alphabet desvalorizou 1,18%, a Amazon recuou 0,91%, a Microsoft caiu 1,12% e a Meta perdeu 2,56%.
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