American Airlines cai mais de 4% depois de rejeitar fusão com United
Companhia aérea disse não estar envolvida nem interessada em quaisquer discussões relativas a uma junção com a rival, que criaria a maior empresa do setor ao nível mundial. Ambas as cotadas estão a desvalorizar, com a queda mais expressiva a ser registada pela American Airlines.
Depois de notícias sobre uma possível fusão entre as companhias aéreas United Airlines e American Airlines Group, esta última revelou, na passada sexta-feira e já depois do fecho das negociações dos índices norte-americanos, não estar envolvida nem interessada em quaisquer discussões relativas a uma junção com a rival. E as ações das duas cotadas já estão a responder a estes novos desenvolvimentos, com a United a perder mais de 2% e a American Airlines a recuar mais de 4% em bolsa.
A American sinalizou que tal fusão seria um mau negócio numa declaração emitida no final de sexta-feira à noite e citada pela Bloomberg. “Embora possam ser necessárias mudanças no mercado [das companhias aéreas] em geral, uma fusão com a United seria negativa para a concorrência e para os consumidores”, escreveu a companhia aérea sediada em Fort Worth, no Texas.
A United e a American estão entre as quatro principais companhias aéreas dos EUA, controlando juntas mais de um terço do mercado, sendo que uma fusão entre estas duas cotadas criaria a maior empresa do setor ao nível mundial.
O CEO da United, Scott Kirby, tinha sugerido a possível fusão diretamente ao Presidente norte-americano, Donald Trump, em fevereiro, segundo noticiou a agência de notícias financeiras no início da semana passada.
Kirby informou os funcionários da United, num memorando no mês passado, que a companhia aérea beneficiaria de qualquer reestruturação no setor, no contexto do aumento dos preços do petróleo e dos combustíveis, nomeadamente do jet fuel, devido à guerra no Médio Oriente, o que poderia proporcionar oportunidades de aquisição.
Já do lado da American, apesar de rejeitar a fusão, o CEO Robert Isom tem grandes desafios pela frente. A companhia aérea tem enfrentado uma série de dificuldades operacionais e estratégicas, incluindo reações negativas por parte de pilotos e comissários de bordo, que exigiram a demissão de Isom após a empresa não ter conseguido acompanhar o ritmo de concorrentes mais rentáveis, como a United - que amanhã, 21 de abril, apresenta contas referentes ao primeiro trimestre - e a Delta Air Lines.
Na última sessão da semana passada, os investidores tinham celebrado uma possível fusão das companhias aéreas, sendo que a United Airlines encerrou as negociações de sexta-feira, 17 de abril, com ganhos de mais de 7%, enquanto a rival American Airlines tinha subido mais de 4%.