Wall Street fecha com ganhos tímidos à espera de acordo de paz. Empresas espaciais aceleram

Os principais índices norte-americanos encerraram uma sessão volátil com ganhos contidos, tendo atingido novos máximos de fecho. Avanços e recuos nas negociações entre EUA e Irão pesaram sobre o sentimento dos investidores, ainda que continuem a antecipar que um acordo poderá ser alcançado em breve. Empresas ligadas ao espaço avançaram a poucos dias de a SpaceX entrar em bolsa.
Wall Street
Richard Drew/AP
João Duarte Fernandes 21:24

Os principais índices norte-americanos terminaram a sessão desta quarta-feira, 27 de maio, com ganhos tímidos, com os investidores a manterem-se otimistas quanto à proximidade do fim da guerra no Médio Oriente, apesar de o Presidente Donald Trump ter rejeitado informações avançadas pela televisão estatal iraniana que deram conta de pontos de um alegado memorando de entendimento que estaria a ser negociado entre Washington e Teerão.

Neste contexto, o S&P 500 avançou 0,02%, para os 7.520,36 pontos, fixando um novo máximo de fecho. O Nasdaq Composite, por sua vez, somou 0,07%, para os 26.674,73 pontos, fixando igualmente um novo recorde de fecho. Já o Dow Jones subiu 0,36%, para os 50.644,28 pontos, também um recorde de final de sessão, tendo alcançado novo um recorde nos 50.830,41 pontos.

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As bolsas norte-americanas oscilaram entre ganhos e perdas durante a sessão, enquanto os preços do petróleo voltaram a cair com as esperanças de um acordo de paz com o Irão, embora a Casa Branca tenha classificado um suposto memorando de entendimento entre os dois países como uma “invenção completa”.

Trump, por sua vez, voltou a sinalizar que está disposto a retomar os ataques militares contra o Irão. “Apesar de todo o alarido, os investidores continuam a antecipar que será alcançado um acordo nos próximos dias que reabra o estreito de Ormuz”, disse à Bloomberg Adam Crisafulli, da Vital Knowledge.

Apesar da negociação volátil durante o dia, os analistas continuam em grande parte otimistas em relação às ações, com o S&P 500 a oscilar perto de máximos históricos. Uma “época de divulgação de resultados do primeiro trimestre excecionalmente forte” levou mesmo especialistas do Goldman Sachs Group a elevar a meta de fim de ano para o S&P 500 para 8.000 pontos, face a uma previsão anterior de 7.600 pontos.

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E havendo já várias instituições financeiras a apontar para que o índice de referência dos EUA alcançe os 8 mil pontos neste ano – - “quando todas as grandes empresas de Wall Street apontam na mesma direção, isso é ou uma convicção profunda ou o abraço coletivo mais caro da história financeira”, referiu Mark Malek, diretor de investimentos da Muriel Siebert & Co. À agência de notícias financeiras.

Na sessão desta quarta-feira, as fabricantes de chips contrariaram a tendência dos últimos dias e registaram, na sua maioria, quedas. Por outro lado, empresas espaciais e de foguetões continuam a avançar antes da entrada em bolsa da SpaceX, com a Rocket Lab a pular quase 5% e a Intuitive Machines a disparar mais de 15%.

Já quanto às “sete magníficas”, a Nvidia perdeu 1,05%, a Apple somou 0,82%, a Tesla pulou 1,56%, a Alphabet cedeu 0,0026%, a Amazon valorizou 2,47%, a Meta subiu 3,74% e a Microsoft recuou 0,81%.

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