Fazer o que ainda não foi feito
Ao Governo não chega ter a razão; precisa de convencer o eleitorado de que as reformas têm mesmo de ser feitas.
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As últimas semanas foram interessantes em matéria de intervenção de membros do governo. Há duas semanas a ministra do Trabalho deu uma entrevista em que defendeu com unhas e dentes a reforma da lei do trabalho (até mandou uma farpa a António José Seguro). Esta semana o primeiro-ministro, num evento em Braga, fez o mesmo. E com argumentos certeiros: que sentido faz recusar, no atual momento da economia, o '‘outsourcing’ (coisa que até os sempre críticos meios de comunicação social usam)? E que sentido tem recusar o banco de horas se a aceitação do pedido da empresa fica sempre na mão do trabalhador?
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