Wall Street fecha mista. Dow Jones escapa às perdas com impulso da defesa
Os três principais índices norte-americanos terminaram a penúltima sessão da semana sem tendência definida, numa negociação que foi marcada pela pressão das tecnológicas em bolsa e pelo impulso do setor da defesa.
Nas "big tech", a pressão começa a aumentar e os investidores começam a adotar uma postura de maior cautela, já que o final de 2025 ficou marcado pela ideia de que as ações de setor, sobretudo as que estão relacionadas com a inteligência artificial (IA) e de centros de dados, estavam sobreavaliadas.
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"Embora a IA ainda esteja em alta, haverá vencedores e perdedores", disse Art Hogan, estratega-chefe de mercado da B. Riley Wealth, à Reuters. "Tornou-se um setor do tipo 'show me'. Mostra-me como é que se monetiza. Mostra-me se haverá retorno sobre o investimento que se está a fazer", acrescentou.
Aliás, os investidores demonstram também mais cautela antes da divulgação do mais importante relatório dos últimos meses para avaliar o futuro da política monetária, definido pela Reserva Federal. Serão esta sexta-feira divulgados os dados da criação de emprego nos EUA, bem como a taxa de desemprego de dezembro. Tudo aponta para que o mercado laboral - um dos mandatos da Fed - continue a crescer a um ritmo lento, o que deverá justificar, segundo os analistas, um novo corte nas taxas de juros. Mas, tudo está ainda em aberto.
Houve ainda algum otimismo a impedir maiores quedas, depois de esta quinta-feira a Fitch ter revisto em alta a sua previsão de crescimento para os EUA, estimando que o PIB vai crescer 2,1% em 2025 e prevendo um crescimento de 2% este ano, após incorporar os dados económicos atrasados pela paralisação do governo, no ano passado.
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Neste contexto, o índice de referência para os EUA, o S&P 500 fechou quase inalterado nos 6.921,46 pontos, enquanto o tecnológico Nasdaq Composite caiu 0,44% para 23.480,02 pontos. Em contraciclo, o industrial Dow Jones beneficiou da subida das ações de defesa e conseguiu valorizar 0,55% para 49.266,11 pontos.
A defesa tem sido o centro das atenções de entre os setores da bolsa, isto depois de o Presidente dos EUA, Donald Trump, ter anunciado que o orçamento militar e de defesa será de 1,5 biliões de dólares em 2027 - significativamente mais elevado do que os 901 mil milhões aprovados pelo Congresso para 2026.
Entre as principais empresas, a RTX saltou quase 1%, a Lockheed Martin disparou 4,36%, a Northrop Grumman 2,4% e a Kratos Defense 13,78%.
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Noutros movimentos, a Alphabet subiu 1,06%, depois de ontem ter ultrapassado por momentos (e pela primeira vez desde 2019) a Apple em capitalização bolsista, tornando-se a segunda maior empresa dos EUA em valor de bolsa. A criadora do iPhone cedeu 0,5%. Noutras "sete magníficas", a Nvidia tomou 2,21%, a Microsoft perdeu 1,11%, a Meta Platforms recuou 0,41%.
Já a Revolution Medicines avançou 4,56% após a AbbVie ter negado rumores de que estaria em negociações para adquirir a empresa.
A Ford valorizou 4,73% após a Piper Sandler, uma casa de investimento, ter revisto em alta a recomendação para as ações da fabricante de "neutra" para "acima da média do mercado".
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