Wall Street recupera do tombo mas investidores ainda não celebram
Os mercados accionistas do outro lado do Atlântico recuperaram fôlego na sessão de hoje, depois de ontem os principais índices terem marcado a maior queda dos últimos oito meses, devido aos receios em torno de Donald Trump.
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O Dow Jones terminou a sessão a somar 0,27% para 20.663,02 pontos e o Standard & Poor’s 500 avançou 0,37% para 2.365,73 pontos – depois de ontem ter caído 1,8%, naquela que foi a descida mais expressiva desde 9 de Setembro.
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Também o tecnológico Nasdaq Composite acompanhou a tendência de subida dos seus congéneres de Nova Iorque, fechando a valorizar 0,73% para se estabelecer nos 6.055,12 pontos.
Depois dos relatos do The Washington Post sobre o facto de Donald Trump poder ter passado à Rússia informação confidencial sobre o Daesh, ontem o The New York Times lançou mais achas na fogueira ao avançar que o presidente norte-americano teria pedido ao ex-director do FBI, James Comey, que "esquecesse" a investigação que estava a ser feita ao ex-conselheiro de Segurança Nacional Michael Flynn.
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Depois destas informações, as bolsas em todo o mundo negociaram no vermelho, com a tensão em torno da Casa Branca a convidar à cautela. Hoje, os mercados estiveram mais apaziguados no que diz respeito a Trump, tendo desta vez sido o presidente brasileiro, Michel Temer [acusado de conivência com subornos], a fazer cair as bolsas em geral – mas não as norte-americanas.
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Em Wall Street a "crise Temer" não afectou a negociação, mas muitos analistas citados pela Bloomberg consideram que a "crise Trump" continuará a pesar – não só devido aos escândalos mas também perante o cepticismo quanto à capacidade de o presidente dos EUA cumprir as suas promessas eleitorais. Para muitos, a retoma de hoje foi apenas isso mesmo: uma correcção em alta depois das fortes quedas de quarta-feira.
Os intervenientes dos mercados estão a começar a questionar-se sobre a capacidade de a Administração Trump se focalizar em medidas políticas ao mesmo tempo que tenta navegar por entre águas revoltas entre sucessivas crises.
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Além disso, os operadores começam a duvidar da capacidade de Trump cumprir as suas promessas, sobretudo no que se refere à reforma fiscal e aos gastos em infra-estruturas com que acenou durante a sua campanha eleitoral.
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