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A semana em oito gráficos: bolsas caem em todo o mundo e petróleo marca terceira semana de perdas

As bolsas europeias cederam terreno na semana, com os principais índices de Wall Street a seguirem a mesma tendência. O petróleo também não conseguiu um saldo positivo, apesar das subidas dos últimas dias.

Semana vermelha na Europa e EUA

Semana vermelha na Europa e EUA
As praças do Velho Continente e do outro lado do Atlântico tiveram um saldo semanal negativo, pressionadas por novos dados económicos que mostram a contração da atividade decorrente da pandemia de covid-19. O Stoxx 600, índice que reúne as 600 maiores cotadas na região, recuou 1,16% para os 329,59 pontos.

PSI-20 recua 1,43%

PSI-20 recua 1,43%
O PSI-20 terminou a semana com uma descida de 1,43%, com a Mota-Engil e os CTT a liderarem as perdas. O índice de referência nacional agravou assim a sua desvalorização desde o início do ano para 21,13%.

Mota-Engil lidera quedas em Lisboa

Mota-Engil lidera quedas em Lisboa
Na praça portuguesa, a Mota-Engil voltou a ser a cotada com o desempenho semanal mais negativo, a recuar 10,39%. Na tabela das piores “performances” seguiram-se os CTT, a ceder 10,15%. Já a Sonae e a Altri foram as que registaram as maiores subidas.

Hammerson com o pior desempenho do Stoxx600

Hammerson com o pior desempenho do Stoxx600
A Hammerson foi o título do índice de referência europeu Stoxx600 que mais cedeu no agregado da semana, ao recuar 18,27%. A empresa britânica de desenvovimento e investimento imobiliário foi penalizada pelo facto de o Orion Real Estate Fund V não ter concluído esta semana, conforme acordado em fevereiro, a aquisição de sete retail parks do Reino Unido à Hammerson, que está a sair deste segmento de negócio.

Invesco pressiona S&P 500

Invesco pressiona S&P 500
A Invesco afundou 16,54% esta semana, tendo sido o título do Standard & Poor’s 500 que mais terreno perdeu. A gestora de investimentos norte-americana foi penalizada pela divulgação de resultados trimestrais dececionantes. O lucro por ação foi de 34 cêntimos de dólar, quando os analistas esperaram 52 cêntimos.

Euro volta a perder força para o dólar

Euro volta a perder força para o dólar
A moeda única europeia tem estado a perder tração face ao dólar desde o início do ano e esta semana não foi exceção, com o euro a acumular uma desvalorização 0,72%. O dólar, sendo considerado um ativo mais seguro e que serve de refúgio para alturas mais voláteis nos mercados, tem sabido aproveitar essa característica nas últimas semanas.

Petróleo prossegue em queda

Petróleo prossegue em queda
As cotações do "ouro negro" continuaram a perder terreno esta semana, pressionadas pela forte diminuição da procura decorrente da covid-19, que levou mesmo o “benchmark” dos Estados Unidos, o West Texas Intermediate, a negociar em valores negativos. O Brent do Mar do Norte, negociado em Londres e referência para as importações portuguesas, afundou 22,58% no agregado da semana.

Juros sobem em semana de decisões na UE

Juros sobem em semana de decisões na UE
Os juros da dívida dos países da Zona Euro subiram esta semana, com maior destaque para os países da periferia, com a Grécia à cabeça. As "yields" helénicas aumentaram 18,1 pontos base, e em Portugal e em Espanha agravaram-se em 12 e 13,6 pontos base, respetivamente). Na Alemanha, a referência para o bloco, desceram 4,09 pontos base.
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As bolsas europeias registaram a primeira queda semanal desde o início de abril, numa semana em que nem um pacote de ajuda de 540 mil milhões de euros – aprovado pelos líderes dos países da União Europeia para amortecer o impacto da pandemia – ajudou a mudar o sentimento dos investidores, uma vez que os seus moldes ainda não estão finalizados.

 

Além disso, nos EUA o mercado de trabalho continua fortemente pressionado – desde o início do confinamento, há quatro semanas, já hoube 26 milhões de novos pedidos de subsídio de desemprego – e na Alemanha a confiança dos empresários caiu para mínimos de sempre.

 

O abrandamento na propagação do coronavírus e o aliviar de medidas de restrição por parte de alguns países trouxeram algum otimismo, mas não o suficiente para um saldo semanal positivo.

Já o petróleo registou a terceira semana consecutiva de perdas, continuando a ser penalizado pela forte diminuição da procura. E isto depois de o WTI arrancar a semana em território nunca antes visto, ao negociar a preços negativos.

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