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A semana em oito gráficos: Medicamentos promissores animam bolsas e queda de stocks impulsiona petróleo

As bolsas europeias ganharam terreno na semana, com os principais índices de Wall Street a seguirem a mesma tendência.

Semana forte na Europa e EUA

Semana forte na Europa e EUA
As praças do Velho Continente e do outro lado do Atlântico tiveram um saldo semanal positivo, animadas pelos resultados empresariais e pelos progressos realizados pelas farmacêuticas em todo o mundo para o combate ao novo coronavírus. Nas duas últimas sessões da semana foram pressionadas pelos novos confrontos em Hong Kong e pelo renovar de tensões entre os EUA e a China, mas isso não impediu ganhos semanais. O Stoxx 600, índice que reúne as 600 maiores cotadas na região, subiu 3,63%.

PSI-20 com maior subida na Europa

PSI-20 com maior subida na Europa
O índice PSI-20 ganhou 6,14% entre segunda e sexta-feira, pondo fim a duas semanas consecutivas de perdas e fixando a maior valorização entre as principais praças da Europa Ocidental. Na última sessão da semana chegou a negociar no nível mais alto desde 8 de maio. O índice de referência nacional reduziu assim a sua desvalorização desde o início do ano para 18,66%.

Ibersol lidera subidas em Lisboa

Ibersol lidera subidas em Lisboa
Na praça portuguesa, a Ibersol foi a cotada com o melhor desempenho semanal, a ganhar 77,49%, animada pela reabertura dos estabelecimentos comerciais. Na tabela das melhores “performances” seguiu-se a Mota-Engil, a somar 13,01%. Em baixa só esteve a REN.

Hammerson brilha no Stoxx600

Hammerson brilha no Stoxx600
A Hammerson foi o título do índice de referência europeu Stoxx600 que mais subiu no agregado da semana, ao disparar 33,94%. A empresa britânica de desenvolvimento e investimento imobiliário, detentora de vários centros comerciais foi sustentada pela compra de uma posição de 9,3% pela Lightstar Capital.

L Brands anima S&P 500

L Brands anima S&P 500
A L Brands escalou 33,70% esta semana, tendo sido o título do Standard & Poor’s 500 que mais terreno ganhou. A retalhista de moda norte-americana, dona de marcas como a Victoria Secret, reportou uma queda das receitas e dos lucros no primeiro trimestre mas foi sustentada pelo anúncio de que continua empenhada em fazer da insígnia Bath & Body Works uma empresa unicamente centrada nos cosméticos corporais e na decoração de interiores com aromas, ao passo que marca Victoria Secret passará a operar como uma unidade de negócio separada.

Dólar perde tração

Dólar perde tração
A nota verde cedeu terreno face a algumas das suas principais congéneres, como o euro, libra e iene, penalizada sobretudo pela perspetiva pessimista da Fed acerca do impacto da pandemia de covid-19 na economia do país. No final da semana, o dólar conseguiu recuperar terreno, com o agravamento de tensões entre os EUA e a China a levarem os investidores a afastarem-se dos ativos de maior risco, como as ações, para procurarem refúgio em valores como o dólar. Mas essa recuperação não foi suficiente para um saldo semanal no verde.

Petróleo volta aos ganhos

Petróleo volta aos ganhos
As cotações do "ouro negro" ganharam ímpeto, apesar das perdas de sexta-feira. A matéria-prima foi sobretudo impulsionada pela queda das reservas norte-americanas de crude, pelo cumprimento dos cortes de produção na OPEP+ e pela maior procura de combustível na fase de desconfinamento. Em Londres, o Brent do Mar do Norte, referência para a Europa, somou 7,17%.

Juros periféricos caem

Juros periféricos caem
Os juros da dívida a 10 anos dos países ditos da periferia da Zona Euro desceram de forma generalizada, com destaque para Itália, onde registaram a maior queda dos últimos dois meses a desagravarem-se em 26,6 pontos base. A “yield” das obrigações portuguesas desceu 13,4 pontos base e a de Espanha aliviou 14,9 pontos base. Já na Alemanha os juros das Bunds subiram 4,4 pontos base.
Carla Pedro cpedro@negocios.pt 23 de Maio de 2020 às 09:30
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As bolsas europeias subiram com firmeza, numa semana em que os investidores se mostraram agradados com os progressos realizados pelas farmacêuticas em todo o mundo, com resultados promissores de medicamentos de combate à covid-19, bem como pelos resultados positivos de algumas cotadas de peso.

 

A praça lisboeta foi a que mais valorizou entre as principais bolsas da Europa Ocidental, a escalar mais de 6%.

 

No final da semana alguns índices do Velho Continente e dos EUA recuaram devido ao reavivar das fricções entre os EUA e a China, a par com renovados confrontos em Hong Kong, mas não foram descidas com dimensão suficiente para impedirem um ganho semanal.

 

O petróleo também se destacou nas subidas, animado pela queda das reservas norte-americanas de crude, pelo cumprimento dos cortes de produção na OPEP+ e pela maior procura de combustível na fase de desconfinamento - se bem que o ritmo dessa retoma ainda suscite receios, já que o consumo está ainda longe do período pré-pandemia.

 

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