Acções chinesas caem pressionadas pelo aumento nas restrições ao crédito
As acções chinesas encerram em queda pressionadas pelo aumento das restrições à concessão de empréstimos e pelo facto do banco central ter retirado liquidez do sistema financeiro. O índice Shanghai Composite encerrou a cair 6,5%.
As acções chinesas encerraram em queda, penalizadas pelo aumento das restrições à concessão de empréstimos e pelo facto do banco central ter retirado liquidez do sistema financeiro. O índice Shanghai Composite encerrou a cair 6,5% e o índice de Hong Kong - o índice Hang Seng - terminou a sessão a recuar 2,23%.
Segundo a Bloomberg, a corretora Citic, a maior listada, caiu 9,4% depois de vários concorrentes mais pequenos terem aumentado os colaterais exigidos aos clientes. O Banco Comercial e Industrial da China e o Banco de Construção da China encerraram a recuar em torno dos 5%, depois de uma empresa de investimento ter diminuído a sua participação nas duas entidades.
"Toda a natureza do mercado chinês [está assente] na alavancagem e nas margens de negociação, que, por isso, vão empurrar mais o mercado à medida que os investidores no retalho vão ser forçados" a colocarem mais fundos, afirmou à Bloomberg Michael-Douglas Lee, trader da SG Securities.
Na última sexta-feira, 22 de Maio, o líder do regulador do mercado de capitais de Hong Kong, Ashley Alder, deixou um alerta: "os investidores devem sempre ser cautelosos quando os mercados estão voláteis e aos investidores digo para estarem atentos às acções que negoceiam longe dos seus fundamentais, em qualquer mercado". A Reuters, que avançava as declarações do regulador, referia ainda que realizou uma análise aos dados das empresas listadas na praça de Hong Kong que têm uma capitalização bolsista acima de mil milhões de dólares e descobriu que 35 delas tiveram uma explosão no seu valor de mercado, apesar de terem receitas de menos de 100 milhões de dólares.
Uma outra questão identificada é que, a maioria das acções destas empresas é detida por um conjunto reduzido de accionistas. Na última quarta-feira, 20 de Maio, os títulos da Hanergy Thin Film Power, uma empresa chinesa que produz painéis solares, foram suspensos na bolsa de Hong Kong depois de terem tombado 47,35% para os 3,88 dólares de Hong Kong. A suspensão mantém-se e a empresa está a ser investigada pelo regulador.
No dia 21 de Maio, outro grupo que negoceia na praça de Hong Kong registou uma queda acentuada. Segundo a Bloomberg, a Goldin Financial Holdings (uma sociedade de investimento) recuou 62% - a queda mais profunda desde que os títulos começaram a negociar em bolsa, em 1992