Direitos continuam a pressionar acções do BCP. Acções caem mais de 4% (act.)
As acções do BCP continuam a negociar em terreno negativo. Neste segundo dia de negociação dos direitos que permitem comprar as novas acções, os títulos do banco liderado por Nuno Amado já recuaram 4,31%.
Os direitos do aumento de capital continuam a pressionar a evolução das acções do Banco Comercial Português (BCP). A cotação dos dois títulos está ligada.
Esta manhã, os títulos do banco liderado por Nuno Amado já desceram 4,31% para 11,04 cêntimos. E, nesta altura, seguem a desvalorizar 3,55% para 11,1 cêntimos, numa altura em que já trocaram de mãos mais de 143 milhões de títulos. A média dos últimos seis meses é de 310 milhões. Os direitos que permitem comprar novas acções recuam 1,25% para 7,9 cêntimos.
Já na passada sexta-feira, 4 de Julho, o primeiro dia em que os direitos negociaram, o BCP foi fortemente castigado em bolsa (as acções encerraram a tombar quase 8%). A queda dos direitos acabou por arrastar a cotação do banco liderado por Nuno Amado, que praticamente anulou a valorização registada pela subida histórica de quase 27%, na passada terça-feira.
Os direitos do aumento de capital estrearam-se no mercado após uma valorização de mais de 30%, considerando o preço teórico atribuído pela cotação do banco. Partiram para a bolsa a valer 10,57 cêntimos, mas afundaram mais de 16% na sessão inaugural, sexta-feira, para os 8 cêntimos. Uma descida tão expressiva que acabou por condicionar a negociação do BCP.
"As acções do BCP perderam força, com a venda de direitos a pressionar os títulos", disse Steven Santos. As acções fecharam a cair 7,96%, na sexta-feira, para 11,54 cêntimos, quase anulando o ganho recorde de 26,96% para 14,06 cêntimos na passada terça-feira. As duas últimas sessões já foram de quedas acentuadas, depois de na segunda-feira terem ajustado para os 11,08 cêntimos (com o destaque dos direitos).
Também na última sexta-feira, a agência de notação financeira Fitch melhorou o "rating" de viabilidade do banco liderado por Nuno Amado. Esta agência apontou que a subida do rating de viabilidade do Millennium BCP "reflecte, antes de mais, a emissão de direitos para angariar 2,25 mil milhões de euros no aumento de capital, o que reforçará a sua situação em matéria de capital ‘core’. Além disso, o banco está a realizar progressos no que diz respeito ao seu plano de reestruturação".
(Notícia actualizada às 10h46 com novas cotações)