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Direitos do BCP fecham nos 8 cêntimos e pressionam acções para queda de 8%

A primeira sessão de negociação dos direitos de subscrição do aumento de capital pressionou em baixa a cotação as acções, que fecharam a sessão a recuar 7,97%. Em três sessões o BCP quase anulou o ganho recorde de terça-feira.

Miguel Baltazar/Negócios
04 de Julho de 2014 às 17:00

Foi negativa a estreia da negociação de quase 20 mil milhões de direitos de subscrição das novas acções do Banco Comercial Português BCP na bolsa de Lisboa. Os títulos fecharam nos 8 cêntimos, precisamente o valor a que foram destacados na segunda-feira.

Mas a cotação de fecho de hoje compara desfavoravelmente com o preço teórico destes títulos em função da cotação de fecho de ontem das acções, que era de 10,57 cêntimos.

Os direitos foram destacados da cotação das acções a 8 cêntimos, tendo por base o valor de fecho de 19,09 cêntimos do BCP na sessão de segunda-feira (que foi ajustada ao aumento de capital para 11,1 cêntimos). 

Na primeira sessão em bolsa, os direitos oscilaram entre um mínimo de 7,7 cêntimos e um máximo de 9,3 cêntimos. Foram transaccionados 1,28 mil milhões de direitos, mais de 6% do total admitido à negociação.

A evolução dos direitos pressionou a cotação das acções, já que a cotação dos dois títulos está ligada. As acções fecharam a cair 7,96% para 11,54 cêntimos, quase anulando o ganho recorde de 26,96% para 14,06 cêntimos na passada terça-feira. As duas últimas sessões já foram de quedas acentuadas, depois de na segunda-feira terem fechado nos 11,08 cêntimos.

Ao longo da sessão foram transaccionadas 680 milhões de acções, acima da média diária de seis meses de 307 milhões de títulos.

Direitos "baratos"

À cotação das acções corresponde um valor teórico dos direitos. É possível calculá-lo subtraindo à cotação o preço de subscrição das novas acções (6,5 cêntimos cada uma), multiplicando depois o resultado por 1,75. Isto porque cada direito permite a subscrição de 1,75 novas acções (cada quatro direitos permite a subscrição de 7 novas acções).

O contrário também é possível. O valor teórico da acção tendo por base a cotação em bolsa do direito é obtido dividindo o preço do direito por 1,75 e somando 6,5 cêntimos ao resultado.

Assim, tendo em conta as cotações de fecho, ao valor do direito (8 cêntimos) corresponde um valor teórico das acções de 11,07 cêntimos. Ou seja, os direitos estão "baratos" face às acções, pelo que é a negociação em queda dos direitos que está a pressionar em baixa o valor das acções.

Com a entrada em bolsa, o preço dos direitos irá variar tendo como referência as acções (ou vice-versa). Contudo, consoante a maior pressão compradora ou vendedora em cada um dos títulos (direitos ou acções do banco), poderão criar-se oportunidades para ganhos de arbitragem.

O aumento de capital vai permitir à instituição liderada por Nuno Amado pagar ao Estado 1,85 mil milhões de euros dos 3 mil milhões de euros de títulos de dívida convertível em capital (CoCo’s), que o BCP recebeu do Tesouro português.

Principais notas sobre a negociação dos direitos

A partir desta sexta-feira, dia 4 de Julho, os investidores poderão começar a negociar estes títulos no mercado accionista português, como se de acções se tratassem. Neste período haverá actuais accionistas do banco que poderão vender, outros que procurarão reforçar a sua posição e também a entrada de novos investidores nos títulos da instituição liderada por Nuno Amado. A transacção de direitos irá ter lugar durante sete sessões bolsistas, terminando a 14 de Julho de acordo com o prospecto do aumento de capital do BCP.

O BCP emitiu quase 20 mil milhões de direitos que vão permitir aos investidores comprarem 34 mil milhões de novas acções do banco. Tendo em conta que serão emitidas muito mais acções do que direitos, cada um destes títulos irá permitir aos interessados comprar 1,75 novos títulos da instituição. Com esses títulos em carteira, os investidores terão de pagar, depois, o valor de subscrição de cada uma nova acção, que ficou definido em 6,5 cêntimos (um desconto de 34% face à cotação do banco à data do anúncio da operação). O valor final de cada nova acção dependerá do custo suportado com a subscrição, mas também com os direitos.

Todos os investidores que tinham acções do banco até final da sessão de segunda-feira receberam direitos (um por cada acção detida). Aqueles que não pretendem acompanhar o aumento de capital, deixando diluir a sua participação no capital do BCP, terão entre esta sexta-feira, 4 de Julho, e até ao dia 14 de Julho para alienarem esses mesmos direitos em mercado regulamentado.

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