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Altri tem o maior ganho em quase um ano após subidas no preço-alvo. Santander elege como "top pick"

O CaixaBank/BPI vê com melhores olhos a entrada na empresa portuguesa, que diz ser "a melhor da turma" em termos de execução. Subida de preços e estabilidade na procura sustentam revisão em alta. Santander destaca subsidiária de energia renovável.

Gonçalo Almeida goncaloalmeida@negocios.pt 30 de Março de 2021 às 09:55
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As ações da Altri estão a valorizar mais de 9%, o que representa o maior ganho intradiário desde abril do ano passado, depois de os analistas do CaixaBank/BPI e do Santander terem revisto em alta o preço-alvo atribuído à papeleira nacional.

Numa nota intitulada "Up like a rocket" ("para cima como um foguete", na tradução livre para português), o analista do banco, Bruno Bessa, alerta para uma subida de 28% do preço-alvo da empresa portuguesa passando de 6,80 euros para os 8 euros por ação, e mantendo a recomendação em "comprar".

Já os analistas do Santander, para além de subirem o preço-alvo de 7,10 euros para 8 euros, elegem a Altri como a "top pick" para o segundo trimestre deste ano. Na nota a que o Negócios teve acesso, pode ler-se que o banco de investimento vê com bons olhos a aposta na sua subsidiária de energias renováveis, a Greenvolt.

Como reação, as ações da Altri escalaram 9,07% a meio desta manhã para os 6,375 euros, tocando novamente nos máximos de janeiro do ano passado. Até ao momento foram negociadas quase 1,5 milhões de ações, quase três vezes mais do número de títulos transacionados a cada dia nos últimos seis meses, em média. 

"A Altri tem sido historicamente a 'melhor da turma' na execução, fortemente focada na eficiência e no 'cash flow'", escreve o analista Bruno Bessa, na nota a que o Negócios teve acesso, acrescentando que a recente subida do preço da pasta de papel e a procura sólida são duas razões para se olhar com otimismo para a empresa portuguesa. 

A Altri vai voltar a subir os preços da pasta de papel, acompanhando um movimento generalizado do setor, que continua a beneficiar de uma forte procura, num contexto de oferta restrita. O tiro de partida foi dado pela maior produtora de pasta de papel do mundo, a brasileira Suzano, que anunciou uma subida dos preços já a partir de abril.

A partir desse mês, os preços irão aumentar 60 dólares face a março, para 780 dólares por tonelada para os clientes chineses, enquanto para os clientes da Europa e dos Estados Unidos o agravamento será de 100 dólares para 1.010 e 1.240 dólares, respetivamente.

Na nota, o analista sublinha ainda os planos para o crescimento nacional e internacional nos campos da biomassa, do solar e do eólico, assim como a potencial entrada em bolsa, na Euronext Lisbon, da sua subsidiária de energias renováveis Greenvolt, que detém integralmente, na qual João Manso Neto assumirá o lugar de CEO.

Neste ano, as ações da empresa liderada por José Pina valorizam mais de 19%.

(Notícia atualizada com informação referente à nota do Santander e reforço da subida da cotação, às 11:19)

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