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Após três subidas, PSI-20 volta a cair mais de 2% com 16 cotadas no vermelho

A bolsa nacional caiu pela primeira vez em quatro sessões, acompanhando as quedas das bolsas europeias e das norte-americanas.

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Tiago Varzim tiagovarzim@negocios.pt 05 de Março de 2020 às 16:41
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Após três sessões consecutivas de recuperação, a bolsa nacional fechou em terreno negativo nesta quinta-feira, 5 de março. O PSI-20 cedeu 2,2% para os 4.858,8 pontos, uma queda expressiva em linha com o que aconteceu nos índices europeus.

O Stoxx 600, o índice que agrega as 600 principais cotadas europeias, segue na reta final da sessão a descer 1,33% para os 381,17 pontos, acompanhando as fortes perdas que se registam em Wall Street. A declaração do estado de emergência na Califórnia e os alertas dados pela indústria da aviação contribuem para o sentimento negativo dos investidores relacionado com o novo coronavírus. 

As últimas sessões desde a disseminação do Covid-19 têm sido marcadas por fortes quedas e ganhos. De acordo com a Bloomberg, este período está a ser o mais volátil desde que em 2011 a agência de rating S&P decidiu baixar a notação financeira da dívida norte-americana. O que retirar destes movimentos? "Isto significa que não sabemos o que se está a passar", resume a analista do AlphaSimplex Group, Kathryn Kaminski, à Bloomberg.

"Esta volatilidade é fruto da incerteza que impera nos mercados bolsistas e resulta numa alteração contínua do sentimento dos investidores", escrevem os analistas do BPI no comentário de fecho, assinalando que também "o PSI20 oscilou em sintonia com as frequentes alterações do sentimento dos investidores globais".

Na Europa, os setores do turismo, banca e automóvel são os mais afetados. Na sessão de hoje, cotadas como a Henkel, a Hugo Boss, a Continental e a Airbus - que pode cortar a produção de novos aviões - lançaram alertas sobre as perspetivas futuras para os mercados. As ações da transportadora aérea Air France-KLM desceram 13%, a maior queda desde 27 de fevereiro de 2019. 
Em Lisboa, 16 das 18 cotadas do principal índice nacional fecharam no vermelho. A maior queda, de 6,89% para os 1,23 euros, foi protagonizada pela Mota-Engil, que tocou em mínimos de março de 2016, por ser uma das cotadas mais expostas ao ambiente internacional.

O BCP, que tocou em mínimos de março de 2017, desceu 5,09% para os 14,92 cêntimos e a Galp Energia, que tocou em mínimos de dezembro de 2016, desvalorizou 2,9% para os 12,38 euros.

No caso do Banco Comercial Português, este é particularmente pressionado pela expectativa de que o Banco Central Europeu (BCE) corte as taxas de juro diretoras na reunião da próxima semana a 12 de março. O setor da banca europeu já perdeu quase 20% desde os máximos de fevereiro, preparando-se para entrar em "bear market".

Nem a EDP escapou às perdas com as ações a cederem 2,49% para os 4,583 euros, apesar de ontem ter estado a valorizar significativamente após uma nota de research favorável emitida pelo Goldman Sachs na quarta-feira.

Ainda nas quedas, o destaque pela negativa vai também para o setor do papel: a Navigator perdeu 3,83% para os 2,762 euros, a Semapa desvalorizou 1,55% para os 11,4 euros e a Altri cedeu 3,11% para os 4,864 euros. 

A travar maiores perdas no PSI-20 esteve a EDP Renováveis que subiu 0,3% para os 13,16 euros. A Ibersol ficou inalterada.

Fora do PSI-20, o destaque vai para as ações do Sporting que não negociaram na sessão de hoje, após a CMVM ter levantado a suspensão da negociação na sequência do comunicado que dava conta da contratação do treinador Rúben Amorim ao Braga por 10 milhões de euros.

(Notícia atualizada às 16h51 com cotações, comentário do BPI e gráfico do PSI-20)
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