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Balanço de 2015: A Altri foi quem mais brilhou num ano dourado para a bolsa nacional

O PSI-20 passou de 18 a 17 membros em 2015, e viu empresas - como o Banif e a Pharol - atingirem sucessivos mínimos históricos. Mas nem por isso deixou de se destacar como um dos índices europeus que mais valorizou em 2015.

Miguel Baltazar/Negócios
Rita Faria afaria@negocios.pt 31 de Dezembro de 2015 às 15:58
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O PSI-20 foi uma das estrelas do mercado accionista europeu em 2015. Durante o ano, o principal índice da bolsa portuguesa perdeu um membro, o Banif, e assistiu à transformação da PT SGPS em Pharol, cujos títulos atingiram sucessivos mínimos históricos. Mas nem por isso deixou de se destacar como um dos índices do Velho Continente que mais valorizou em 2015.

Depois de ter perdido quase 27% em 2014, o PSI-20 fechou o ano com uma subida de 10,7%, acima do índice de referência para a Europa, o Stoxx600, que avançou 6,9%.

E foram três as grandes estrelas da praça de Lisboa: a Altri, que quase duplicou o seu valor em bolsa, a Jerónimo Martins e a Nos. Pelo contrário, apenas cinco encerraram o ano abaixo do nível registado no dia 1 de Janeiro: o BCP, a Mota-Engil, a Impresa, a Teixeira Duarte e a Pharol.

Num ano que ficou marcado pelas perspectivas de subida dos juros nos Estados Unidos e pelos sinais de abrandamento da China e outros mercados emergentes, o índice de referência nacional atingiu o seu valor mais baixo do ano a 7 de Janeiro, nos 4.602,48 pontos, e o mais elevado a 10 de Abril, nos 6.348,46 pontos.

Fevereiro foi o melhor mês de 2015 para o PSI-20, com uma subida de 10,6%, e Agosto, o pior, um mês em que os mercados foram sacudidos pelos receios em torno do abrandamento da segunda maior economia do mundo. Nesse mês, o PSI-20 caiu 7,95%.

Altri quase duplica o seu valor

Ao contrário do Banif e da Pharol, que coleccionaram mínimos históricos, a Altri atingiu valores nunca antes vistos, impulsionada pela subida do dólar.

A empresa liderada por Paulo Fernandes acumulou uma valorização superior a 90% em 2015, resultado da sua forte exposição à variação cambial, devido às cotações da pasta em dólares. A Altri é uma das empresas portuguesas que mais beneficia com a apreciação da divisa norte-americana, e foi mesmo a cotada do PSI-20 que mais "brilhou" este ano. Os títulos atingiram o valor mais elevado de sempre no dia 3 de Dezembro, ao negociarem nos 5,35 euros.

A Jerónimo Martins e a Nos completam o "top 3". A retalhista fechou o ano com uma valorização de 43,9%, enquanto a Nos ganhou 38,4%.

Num ano em que o petróleo afundou mais de 30% tanto em Londres como em Nova Iorque, a Galp Energia também foi uma das cotadas do PSI-20 que mais se destacou, com um ganho acumulado de quase 30%.

Pharol lidera perdas

A antiga PT SGPS lidera o "ranking" das cotadas portuguesas mais "castigadas" este ano. As acções da Pharol atingiram o valor mais baixo de sempre no dia 26 de Agosto – 22,9 cêntimos – e a empresa encerrou 2015 com uma perda acumulada superior a 68%.

Da lista dos cinco piores desempenhos, fazem ainda parte a Mota-Engil, a Teixeira Duarte, a Impresa e o BCP. 

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