Bolsa de Lisboa abre em alta ligeira. Ibersol lidera subidas e avança 2,5%
Corticeira Amorim, que entra nesta sexta-feira em ex-dividendo, lidera a tabela vermelha.
A bolsa de Lisboa começa a sessão desta sexta-feira em alta ligeira, acompanhando às 08:12 horas a tendência das praças de Paris e Amesterdão. O PSI avança 0,09% para os 9.236,55 pontos. Na sessão de quinta-feira a praça portuguesa recuou 0,22%.
Em mais uma sessão de arranque dividido – oito cotadas em terreno positivo, sete em terreno negativo e uma (Navigator) inalterada – a Ibersol e a Corticeira Amorim destacam-se por motivos diferentes.
A Ibersol lidera a tabela de valorizações com um avanço de 2,59% para os 11,88 euros por título. A empresa que opera restaurantes das insígnias KFC e Pizza Hut, entre outros, anunciou na quinta-feira que vai pagar um dividendo bruto de 0,7 euros por ação a partir de 9 de junho.
Seguem-se na tabela de valorizações a Sonae (0,85%) e a Jerónimo Martins (0,80%). Ainda do lado das subidas estão a EDP Renováveis (0,55%) e o BCP (0,37%), duas das cotadas com maior "market cap" do PSI e que ajudam a pender a balança da negociação para o lado positivo. No caso do único banco português cotado em bolsa, a administração inicia um novo mandato esta sexta-feira.
A cotada mais valiosa, a EDP, cede no arranque desta sessão 0,20%, depois de na quinta-feira ter feito uma emissão de 750 milhões de euros em dívida nesta quinta-feira com um juro de 3,75%.
Do lado das quedas, a tabela é liderada pela Corticeira Amorim, que cai expressivos 5,60% para os 6,58 euros. A empresa entra nesta sexta-feira em ex-dividendo, data a partir da qual as ações são negociadas sem direito ao pagamento do dividendo, existindo um ajuste técnico no valor da ação para refletir o pagamento do dividendo aos acionistas.
Abaixo da Corticeira fica a Altri, que cede 0,97%, naquela que é a primeira reação dos investidores após a apresentação de resultados. A produtora de pasta de papel registou prejuízos de 7,3 milhões de euros nos primeiros três meses do ano, em resultado do impacto das tempestades que assolaram o país em janeiro e fevereiro. As receitas totais do grupo registaram uma queda de 21,3% até março.
De sublinhar que das 14 cotadas do PSI que já apresentaram resultados, os lucros no seu conjunto aumentaram para 1,87 mil milhões de euros.
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