Bolsa de Lisboa na linha d'água com mercados à espera do prolongamento do cessar-fogo
A galp voltou às perdas num dia em que os mercados se mostram mais confiantes com um cessar-fogo prolongado no Médio Oriente.
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A bolsa de Lisboa arrancou a última sessão da semana quase inalterada, com o índice de referência, o PSI na linha d'água: subia uns muito ligeiros 0,01% nos primeiros minutos de negociação. Das 16 principais cotadas, 10 avançacavam, cinco perdiam e uma mantinha-se inalterada. Isto numa altura em que o prolongamento do cessar-fogo entre o Irão e os EUA se afigura como cada vez mais possível, dando algum alívio aos mercados financeiros e aos preços do petróleo.
Apesar disso, apenas dois pesos-pesados ganhavam esta manhã: a Jerónimo Martins avançava 0,57% para 21,10 euros e a EDP subia 0,07% para 4,523 euros, depois de ontem, após o fecho da sessão, ter anunciado que os acionistas da empresa aprovaram a proposta anunciada de distribuição de um dividendo de 0,205 euros por ação. Esta manhã, a EDP comunicou ainda à à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários os dados operacionais previsionais do primeiro trimestre, que mostram que as tempestades que se fizeram sentir em Portugal no início do ano impulsionaram produção de energia hídrica da EDP.
Em alta estavam ainda a Nos (+1,09%), a Teixeira Duarte (+0,94%), a Semapa (+0,92%), a Altri (+0,72%), a Navigator (+0,72%), os CTT (+0,53%), a Mota-Engil (+0,38%) e a Corticeira Amorim (+0,15%).
As restantes cotadas com maior capitalização bolsista encontravam-se em terreno negativo, lideradas pela Galp, que recuava 0,87% para 19,29 euros, continuando a mostrar-se muito vulnerável ao impasse em torno do estreito de Ormuz. Também a EDP Renováveis cedia 0,72% para 13,70 euros e o BCP desvalorizava 0,20% para 0,8842 euros.
Na lista das perdas constavam também a Ibersol (-0,85%) e a REN (-0,13%). A Sonae mantinha-se inalterada.
Notícia atualizada