Bolsa Bolsa nacional em mínimos de quatro meses e meio com Galp e JM a pressionar

Bolsa nacional em mínimos de quatro meses e meio com Galp e JM a pressionar

O índice PSI-20 fechou em terreno negativo numa sessão em que tocou em mínimos de 17 de janeiro. As perdas da Galp e da Jerónimo Martins penalizaram. A bolsa lisboeta acompanhou perdas registadas no velho continente.
Bolsa nacional em mínimos de quatro meses e meio com Galp e JM a pressionar
Tiago Sousa Dias
David Santiago 31 de maio de 2019 às 16:43

A bolsa nacional não escapou à razia que atingiu as principais praças europeias na sessão desta sexta-feira,31 de maio. O índice PSI-20 fechou a perder 0,40% para 5.043,99 pontos, com 11 cotadas em queda, cinco em alta e duas inalteradas, num dia em que resvalou para mínimos de 17 de janeiro.

Relativamente ao saldo semanal, o PSI-20 fechou a semana com uma desvalorização acumulada de 1,05%, no quinto ciclo semanal consecutivo em queda, o que representa a mais longa série de perdas semanais desde novembro de 2017.

A praça lisboeta acompanhou as quedas registadas na generalidade das bolsas europeias, sendo que o índice de referência europeu Stoxx600 chegou mesmo a transacionar no valor mais baixo desde 15 de fevereiro, numa sessão em que as quedas dos setores automóvel e das matérias-primas foram as que mais pesaram negativamente.

No plano nacional, a Galp Energia e a Jerónimo Martins tiveram as prestações que mais pressionaram o PSI-20. A petrolífera perdeu 1,03% para 13,48 euros, enquanto a retalhista recuou 1,91% para 13,625 euros.

Ainda do lado das quedas, nota negativa para o BCP (-0,47% para 0,2520 euros), no dia em que o banco liderado por Miguel Maya concluiu a compra do Euro Bank através da filial polaca Bank Milennium, para a EDP (-0,74% para 8,10 euros) e para a Nos (-1,14% para 5,655 euros). 

No setor do papel o sentimento repartiu-se. Enquanto a Semapa (-0,64% para 12,44 euros) e a Navigator (-0,50% para 3,2 euros) fecharam no vermelho, com ambas em mínimos de dezembro de 2016, a Altri ganhou 3,85% para 6,07 euros, isto depois de ontem ter reportado um aumento de 12,5% dos lucros no primeiro trimestre.

Também a penalizar esteve a Ibersol que desvalorizou 0,74% para 8,10 euros no dia em que a cotada negociou sem conferir direito ao dividendo de 10 cêntimos referente ao exercício do ano passado. Se não tivesse transacionado sem conferir direito à remuneração acionista, a Ibersol teria fechado a valorizar perto de 0,5%.

A travar uma maior descida da bolsa nacional esteve sobretudo a EDP Renováveis que terminou o dia a somar 1,60% para 8,90 euros. 

(Notícia atualizada às 16:55)




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