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Bolsas asiáticas recuperam do efeito Trump. Tóquio dispara 5%

Depois do alarme com a vitória inesperada de Donald Trump, as palavras do Presidente eleito dos EUA acalmaram os mercados. Na Ásia, o dia é de forte recuperação, para níveis anteriores à eleição.

Bloomberg
Paulo Zacarias Gomes paulozgomes@negocios.pt 10 de Novembro de 2016 às 07:48
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Os principais índices accionistas na Ásia estão esta quinta-feira, 10 de Novembro, a recuperar das quedas de ontem, quando a vitória de Donald Trump nas eleições presidenciais nos Estados Unidos apanhou de surpresa os investidores, tendo as negociações encerrado naquele continente ainda antes do discurso do vencedor.

As palavras de Trump - que prometeu um plano de investimento em infra-estruturas e a descida de impostos para famílias e empresas - já tiveram ontem eco nos mercados norte-americanos e em parte dos europeus e têm agora impacto positivo nas bolsas da Ásia.

A poucos minutos do fecho, o índice japonês Nikkei, que ontem tinha tombado 5,36%, segue agora mais do que a superar as perdas, disparando 6,72%. Também em Tóquio o Topix sobe 5,78% depois de uma queda de 4,57% na sessão precedente. 

Os mercados bolsistas na China acompanham a recuperação com o índice compósito de Xangai a ganhar 1,37% após queda de 0,62% no dia de ontem e o CSI 300 transacciona em máximos de Agosto, com um ganho de 1,12%.

A recuperação da maior queda desde o Brexit dá-se com o contributo positivo das acções do sector mineiro e das matérias-primas perante a especulação de que o plano de Trump para gastar 500 mil milhões de dólares em obras públicas venham a desencadear uma maior procura por estas commodities.

"É difícil fazer uma aposta quando não se sabe ao certo o que Trump fará. (...) O que é relativamente certo são projectos de intfra-estruturas, gastos em defesa e uma política comercial pouco amigável. As acções da commodities estão a disparar com esta expectativa," afirmou à Bloomberg Hao Hong, da Bocom International Holdings.

O iene recupera ligeiramente da correcção de ontem (depois de ter estado a disparar quase 4% acabou por fechar a sessão em queda depois das palavras de Trump) e o dólar recupera terreno, tal como o peso mexicano, que soma ligeiramente depois de ontem ter experimentado a maior queda em mais de uma década perante receios de que a política do Presidente eleito em relação àquele mercado venha a prejudicar as relações comerciais entre os dois países.
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