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Câmara dos Representantes aprova restrições às cotadas chinesas nos EUA

Depois de a câmara baixa do Congresso norte-americano dar luz verde à retirada de cotadas chinesas das bolsas dos EUA se não mostrarem as suas auditorias financeiras, agora está nas mãos de Trump aprovar a legislação.

Carla Pedro cpedro@negocios.pt 02 de Dezembro de 2020 às 23:52
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A Câmara dos Representantes norte-americana aprovou esta noite legislação que pode, em última instância, levar a que as empresas chinesas – incluindo gigantes como a Alibaba e a Baidu – cotadas em bolsas dos EUA sejam expulsas desses índices se não permitirem que os reguladores do país analisem as suas auditorias financeiras, refere a Bloomberg.

 

Esta proposta de lei teve o apoio dos democratas e dos republicanos da câmara baixa do Congresso, depois de ter já tido em maio passado luz verde do Senado.

 

Agora, a proposta legislativa segue para o presidente Donald Trump, que se espera que a promulgue.

 

Embora esta legislação contemple um período faseado para a sua aplicação – as sanções só entram em vigor depois de três anos consecutivos de falha no seu cumprimento –, representa um crescente escrutínio em Washington às ligações com Pequim, sublinha a Bloomberg.

 

Além de exigir que as empresas chinesas permitam que os inspetores norte-americanos analisem as suas auditorias financeiras, a legislação agora aprovada requer também que essas empresas divulguem se estão sob controlo do governo de Pequim.

A nova lei – "The Holding Foreign Companies Accountable Act" – impede assim que empresas estrangeiras sejam listadas nas bolsas norte-americanas se não cumprirem durante três anos seguidos com a obrigação de apresentarem as suas auditorias ao Conselho dos EUA de Monitorização das Contas das Cotadas, refere a Reuters.

 

Apesar de esta legislação se aplicar a empresas de qualquer país, ela visa diretamente as companhias chinesas, acrescenta a agência. Além da Alibaba e Baidu, há outras chinesas cotadas nos Estados Unidos, como por exemplo a tecnológica Pinduoduo e a petrolífera PetroChina.

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