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Com inflação ao nível de 1981, Wall Street volta a tropeçar

Os principais índices nova-iorquinos terminaram o dia pintados de vermelho, numa sessão marcada pela inflação de junho nos EUA acima do esperado e em máximos de 41 anos.

Reuters
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Os principais índices de Wall Street encerraram a negociação desta quarta-feira em terreno negativo, num dia marcado pela leitura da inflação nos Estados Unidos, que se fixou em 9,1% em junho, um valor superior em 0,3 pontos percentuais ao que era esperado pelos analistas.

Este é o quarto mês consecutivo em que os valores da inflação são superiores ao que era antecipado. A inflação atingiu assim máximos de 40 anos - a última vez que se tinha verificado valores tão altos foi em 1981. Este incremento dos preços foi sentido em todos os setores, de acordo com os dados do Departamento do Trabalho, mas os que mais contribuíram foram a habitação, gasolina e alimentação.


A nova leitura pode impulsionar uma subida ainda mais elevada das taxas de juro por parte da Reserva Federal norte-americana (Fed), havendo já analistas que apontam para um aumento em 100 pontos base, depois de comentários do presidente do Banco de Atlanta, Raphael Bostic, que disse que "tudo está em jogo" para combater a escalada dos preços. A Fed começou em março a subir as taxas de juro para combater a inflação, com um acréscimo de 25 pontos base.


O industrial Dow Jones cedeu 0,67%, para 30.772,79 pontos, enquanto o "benchmark" S&P 500 deslizou 0,45%, fechando nos 3.801,78 pontos. O tecnológico Nasdaq Composite, por sua vez, perdeu 0,12%, para 11.247,58 pontos.


"Os dados da inflação não foram bem vistos pelos membros [da Fed]", explica Krishna Guha, analista da Evercore à Bloomberg. "São más notícias para os ativos de risco porque aumenta a probabilidade de a Fed subir as taxas de juro de forma mais rápida e acabar por ultrapassar o limite, colocando a economia [norte-americana] numa recessão", adiantou.


Ainda esta quarta-feira, o euro atingiu a paridade com o dólar, pela primeira vez em 20 anos, significando isto que um euro chegou a valer exatamente o mesmo que um dólar - uma aproximação que foi sendo agravada pelas diferentes velocidades nas subidas das taxas de juro entre e a Fed e o Banco Central Europeu.

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