Abertura de mercados: Bolsas asiáticas têm maior série de ganhos em sete semanas
As principais praças asiáticas dão a tónica para o arranque da negociação no verde na Europa. Com este desempenho prolongam a mais longa série de ganhos em sete semanas. Esta terça-feira, os índices accionistas dos Estados Unidos voltaram a tocar em máximos históricos.
O índice de referência da Ásia, o MSCI Asia Pacífico, soma 0,6%, avançando pelo sexto dia consecutivo. A contribuir para este desempenho está a desvalorização das principais moedas da região, nomeadamente o iene, face ao dólar norte-americano. Os índices japoneses já terminaram a sessão, com o Nikkei a somar 1,04% para os 14.946,32 pontos, enquanto o Topix avançou 0,77% para os 1.213,52 pontos.
“Esperamos que o crescimento económico mundial melhore mais”, explicou à Bloomberg Daphne Roth, responsável pela área de acções asiáticas do ABN Amro Private Banking. “Os dados mais suaves que temos visto nos Estados Unidos estão relacionados com a meteorologia. Os dados devem demonstrar que o crescimento económico mundial está a recuperar. Faz sentido aumentar a exposição às acções”, acrescentou o mesmo especialista.
Este sentimento estende-se às acções dos mercados emergentes, cujo índice de referência soma 0,2% a beneficiar dos ganhos das cotadas exportadoras. O MSCI Emerging Markets sobe pelo nono dia consecutivo e já anulou as perdas acumuladas desde o início do ano.
Os mercados accionistas negoceiam na expectativa dos indicadores que serão hoje conhecidos do outro lado do Atlântico e que poderão assinalar que a recuperação da economia está a ganhar ritmo. Os dados relativos ao mercado laboral começam hoje a ser divulgados e terminam na sexta-feira, quando for anunciada a taxa de desemprego.
Quanto às matérias-primas, o “ouro negro” está a ser penalizado pela especulação de que as reservas de crude tenham aumentado pela décima primeira semana nos Estados Unidos, o que provoca receios em relação à recuperação da procura.
Em Nova Iorque, o West Texas Intermediate (WTI) cede 0,26% para os 99,48 dólares por barril, enquanto em Londres, o Brent, que serve de referência às importações europeias, recua 0,12% para os 105,49 dólares por barril.
A travar as quedas da matéria-prima está o desempenho cambial, uma vez que o dólar está a perder terreno face ao euro, aumentando a atractividade do investimento no petróleo que é cotado na divisa americana. O euro soma 0,10% para os 1,3807 dólares, na véspera da reunião mensal do Banco Central Europeu (BCE). Os economistas estimam que a autoridade monetária deverá deixar a taxa de juro de referência no mínimo histórico de 0,25%.