Quedas de 2% do BES e BCP empurram PSI-20 para terreno negativo
O PSI-20, que iniciou a sessão em alta e com cinco cotadas em máximos, já inverteu para terreno negativo, puxado pelas quedas da banca, com excepção do BPI.
A bolsa nacional, que iniciou a sessão em terreno positivo, já inverteu a tendência, e segue e negociar com sinal vermelho. O PSI-20 desliza 0,67% para 7.682,85 pontos, com 14 cotadas em queda e seis em alta. Na primeira hora de negociação, cinco cotadas chegaram mesmo a atingir máximos de, pelo menos, um ano.
Lisboa contraria assim o desempenho das restantes praças europeias, que negoceiam com ganhos ligeiros, inferiores a 0,5%. O índice de referência para a Europa, o Stoxx600, sobe 0,21%.
O sector financeiro, cujas fortes valorizações na sessão de ontem levaram o PSI-20 a máximos de 2011, é também agora o principal responsável pela queda da praça portuguesa, com excepção do BPI, que já negociou esta manhã em máximos de Janeiro de 2010, nos 2,06 euros. As acções do banco liderado por Fernando Ulrich avançam agora 1,83% para 2,001 euros, a beneficiar dos anúncios, feitos esta terça-feira, pelo presidente do banco.
Ulrich revelou que a instituição quer antecipar para até ao Verão o reembolso total da ajuda financeira do Estado e que vendeu já metade da dívida portuguesa e italiana que detinha em carteira.
O BPI destoa assim das restantes cotadas do sector financeiro, que seguem a negociar no vermelho. O BES desliza 2,07% para 1,416 euros, o ESFG perde 0,82% para 4,6 euros e o Banif deprecia 0,81% para 0,0123 euros. Já o BCP desvaloriza 1,92% para 0,2297 euros depois de, na sessão de hoje, já ter negociado em máximos de Julho de 2011, nos 0,2394 euros.
A contribuir para as perdas do PSI-20 estão também os sectores das telecomunicações e da construção. Nas telecomunicações, a Portugal Telecom perde 1,75% para 3,026 euros e a Zon Optimus cai 0,71% para 5,719 euros. A Superintendência de Registro de Valores Mobiliários revogou a suspensão da oferta pública de distribuição primária de acções ordinárias e preferenciais de emissão da Oi, sendo que a decisão tem efeito a partir desta quarta-feira.
Já na construção, a Mota-Engil, que chegou ontem a valorizar 6%, perde 2,69% para 5,642 euros enquanto a Teixeira Duarte, que se estreou no PSI-20 a 24 de Março, desliza 0,63% para 1,11 euros.
As outras duas cotadas que se estrearam no principal índice português no final do mês passado seguem com tendência positiva. Os CTT avançam 1,49% para 8,17 euros, depois de já terem atingido um novo máximo histórico em 8,189 euros. A Impresa sobe 0,68% para 1,913 euros depois de, também ela, ter atingido máximos de Dezembro de 2009 na sessão de hoje, em 1,986 euros.
Na energia, a tendência não está definida. A EDP desliza 0,3% para 3,37 euros e a Galp Energia perde 0,2% para 12,475 euros. Com sinal positivo seguem a REN, que avança 0,28% para 2,867 euros e a EDP Renováveis a avançar 0,2% para 4,911 euros, depois de já ter negociado em máximos de Maio de 2011, em 4,96 euros.