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CTT afunda mais de 10% após queda de lucros

Os resultados dos CTT nos primeiros nove meses do ano estão a ser mal recebidos pelos investidores que estão a afundar as acções em bolsa, que já estiveram a cair mais de 10%.

Apesar da quebra dos resultados, os CTT vão manter o compromisso de distribuir 0,48 euros por acção, o equivalente a 9,16% da cotação dos títulos. A empresa liderada por Francisco de Lacerda lucrou 62,2 milhões de euros em 2016. Mas reservou um total de 72 milhões para remunerar os accionistas.
Miguel Baltazar/Negócios
Sara Antunes saraantunes@negocios.pt 05 de Novembro de 2015 às 08:37
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As acções dos CTT deslizam 9,93% para 9,448 euros, tendo chegado a descer um máximo de 10,86%. Esta é a maior queda desde 24 de Agosto, dia em que as acções dos CTT fecharam com uma queda de 12%, apesar de no fecho a queda tenha sido inferior a 4%.

 

Determinante para a descida acentuada das acções estão a ser os resultados apresentados pela empresa liderada por Francisco Lacerda. Os CTT revelaram na quarta-feira, 4 de Novembro, já depois do fecho do mercado que o resultado líquido caiu 3,8% para 50,6 milhões de euros nos primeiros noves meses do ano, uma queda influenciada por gastos não recorrentes de 7,7 milhões, dos quais quase cinco milhões relacionados com o Banco CTT.

 

Excluindo estes gastos extra, os lucros teriam crescido 6,9% para 56,3 milhões de euros.

 

O presidente dos CTT salientou ao Negócios o resultado "sólido" conseguido nos primeiros nove meses.

 

Mas não é esta a perspectiva dos investidores, que estão a atirar as acções para uma queda muito avultada e acompanha por uma elevada liquidez. Pouco mais de 15 minutos após a abertura da negociação tinham já trocado de mãos quase 670 mil acções, quando a média diária dos últimos seis meses é de 408 mil.

Os resultados recorrentes dos CTT no terceiro trimestre ficaram "17% abaixo das estimativas [do Haitong] ao nível do EBITDA e 12% abaixo do consenso fornecido pela empresa", salienta a casa de investimento que comprou o BESI numa nota de análise.

A Haintong explica que este cenário ocorre numa depois das receitas terem ficado aquém das previsões.

 

"Devemos ver as acções a reagirem negativamente, já que os CTT estão em máximos e vemos alguma tomada de mais-valias", explicam os analistas da Haitong.


"Contudo, consideramos que esta não é uma alteração significativa na história" da empresa. "O foco dos investidores deve virar-se depressa para o dia do investidor", que está agendado para o dia 19 de Novembro e cujo principal tema será o banco postal, acrescentam os mesmos analistas.

(Notícia actualizada às 8h52 com comentário da Haitong)

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