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Depois das quedas recentes, PSI-20 volta a estar positivo no ano

Janeiro foi um mês de fortes ganhos para o para o principal índice da bolsa de Lisboa, mas a turbulência dos primeiros dias de Fevereiro fez o PSI-20 anual esse crescimento. Mas a situação sofreu uma nova alteração, estando o PSI-20 já positivo no ano.

Os investidores que prefiram ficar longe do sobe e desce do mercado podem privilegiar uma abordagem mais defensiva. Os fundos multiactivos podem ser uma boa alternativa para quem pretende obter retornos, mas não quer assumir riscos demasiado elevados.

Os fundos multiactivos ajustam-se a praticamente todos os investidores, uma vez que existem produtos com uma estratégia de investimento mais defensiva, equilibrada e agressiva. Apesar da instabilidade registada nos mercados accionistas nas últimas semanas, são os multiactivos agressivos, com maior exposição ao mercado accionista, que apresentam as melhores rendibilidades. Rendem, em média, 0,9% nos últimos três meses. Já os fundos que privilegiam uma estratégia mais equilibrada somam 0,81%, segundo os dados da Associação Portuguesa de Fundos de Investimento, Pensões e Património (APFIPP).

Ao investirem em diversas classes de activos, estes produtos de poupança reduzem o risco resultante de oscilações bruscas nos mercados financeiros. Ou seja, se as bolsas mundiais registarem quedas acentuadas enquanto está a banhos, a exposição a outros activos, como a dívida ou cambial, vai atenuar o efeito negativo das acções na carteira. No entanto, caso os problemas nos mercados aliviem e as bolsas registem subidas elevadas, esses fundos não irão obter retornos tão expressivos.
Reuters
Ana Laranjeiro alaranjeiro@negocios.pt 14 de Fevereiro de 2018 às 11:53
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Janeiro terminou com um ganho de mais de 5% para o PSI-20. Mas as fortes quedas de Fevereiro – alimentadas pela elevada volatilidade e pelos receios dos investidores quanto às eventuais consequências de uma subida da inflação nos EUA conduziram as praças mundiais às perdas – anularam a forte subida do primeiro mês e fizeram com que o PSI-20 registasse perdas desde o início do ano.

Contudo, por esta altura, o PSI-20 sobe 0,58% para os 5.396,75 pontos e acumula desde o início de 2018 um ganho de 0,156% - algo que só acontece com outras duas praças europeias (Milão e Atenas). No top três das empresas que mais sobem desde o arranque deste ano estão a: Sonae Capital (+17,70%), BCP (+8,86%) e Sonae (+6,93%).

Sensivelmente a meio desta sessão de quarta-feira, 14 de Fevereiro, 17 empresas que compõem o índice estão em alta e uma em queda. Destaque para as acções da EDP, Corticeira Amorim e CTT.

A eléctrica liderada por António Mexia ganha 1,03% para 2,749 euros e a EDP Renováveis cresce 0,91% para 7,175 euros. A REN sobe 0,90% para 2,466 euros e a Galp cresce 0,07% para 14,44 euros, numa altura em que os preços do petróleo estão em queda nos mercados internacionais. O Brent do Mar do Norte, referência para as importações do Mar do Norte, recua 0,48% para 62,42 dólares por barril.

A Corticeira Amorim ganha 2,39% para 10,28 euros. E os CTT apreciam 1,10% para 3,294 euros.

O BCP ganha 0,44% para 29,61 cêntimos, isto num em que o banco liderado por Nuno Amado se prepara para revelar ao mercado as suas contas relativas ao último trimestre do ano passado, bem como ao acumulado de 2017. As estimativas do BPI apontam para que o banco tenha registado um lucro na ordem dos 40 milhões de euros.

No retalho, a Sonae aprecia 0,25% para 1,204 euros, num dia em que a imprensa brasileira avança que a companhia liderada por Paulo Azevedo estuda compra do negócio da Wal-Mart no Brasil. A concorrente Jerónimo Martins ganha 0,20% para 17,31 euros.  

A Sonae Capital cresce 0,77% para 1,044 euros.

A Nos ganha 0,64% para 4,998 euros e a Pharol cresce 1,54% para 23,05 cêntimos.

No sector da pasta e do papel, a Semapa valoriza 0,79% para 17,92 euros e a Navigator aprecia 0,63% para 4,142 euros. Por outro lado, a Altri desvaloriza 0,56% para 4,415 euros.

Europa à espera dos EUA

As principais praças europeias seguem positivas, com os investidores à espera dos dados relativos à inflação nos EUA. Os investidores esperam para ver a evolução dos preços no consumidor, na medida em que com isso poderão avaliar o ritmo de agravamento das taxas de juro dos principais bancos centrais, nomeadamente da Fed, já com novo presidente.

O relatório será publicado pelas 13:30 (antes da abertura da sessão em Wall Street), com os economistas a apontaram para uma descida da taxa de 2,1% em Dezembro para 1,9% no mês passado, ainda que, segundo a Reuters, a taxa ajustada de sazonalidade numa base mensal possa subir 0,3% em Janeiro, depois de ter subido 0,1% em Dezembro
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