Bolsa Energia e papel sobem e animam bolsa nacional

Energia e papel sobem e animam bolsa nacional

A bolsa nacional subiu, à semelhança das congéneres europeias, num dia marcado pelo aliviar da tensão da guerra comercial e pela solução da crise política em Itália.
Energia e papel sobem e animam bolsa nacional
Tiago Sousa Dias
Sara Antunes 29 de agosto de 2019 às 16:42

A bolsa nacional fechou o dia com ganhos ligeiros, numa sessão marcada pela subida generalizada das praças europeias. O PSI-20 avançou 0,33% para 4.813,74 pontos, com 12 cotadas em alta e seis em queda.

No resto da Europa os ganhos foram mais expressivos, com muitos índices a avançarem mais de 1%. A contribuir para a subida das praças estiveram essencialmente dois factores guerra comercial e crise política em Itália.

Os investidores aplaudiram a postura da China, que revelou que não vai responder ao último aumento de tarifas anunciado pelos EUA. E, na Europa, o fim da crise política em Itália, com a nomeação de Conte para formar Governo, também contribuiu para a subida das praças europeias.

Na bolsa nacional, destaque para a EDP Renováveis, que atingiu um novo máximo histórico. Os títulos subiram 0,93% para 9,75 euros. A EDP também apreciou 1,07% para 3,401 euros e, ainda no setor energético, a Galp avançou 0,79% para 12,815 euros.

Do lado oposto estiveram os CTT, a afundar 3,86% para 1,866 euros, bem como o BCP, que perdeu 1,94% para 0,1916 euros.

Ainda a contribuir para a subida da bolsa nacional esteve o setor do papel, com a Navigator a somar 1,27% para 3,030 euros, a Altri a ganhar 0,81% para 5,63 euros e a Semapa a subir 0,5% para 12,06 euros.

A Mota-Engil, que apresentou antes da abertura da bolsa os resultados do primeiro semestre, fechou a valorizar 1,01% para 1,90 euros. A construtora registou um resultado líquido de 8 milhões de euros, o que significa um aumento de 41,6% face ao mesmo período de 2018. O volume de negócios do grupo aumentou 7,5% para 1.344 milhões de euros no primeiro semestre deste ano, com África a registar um crescimento de 25%.

Ainda no setor da construção, mas fora do PSI-20, a Teixeira Duarte disparou 7,17% para 0,127 euros, também numa reação aos resultados do primeiro semestre. A empresa publicou os números ontem já após a bolsa encerrar, tendo reportado um recuo de mais de 29% dos resultados líquidos para 12,3 milhões de euros, influenciado pelo impacto da norma contabilística aplicadas ás empresas de Angola e Venezuela.




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