Bolsa Fed junta-se à Apple e Boeing para fazer a festa em Wall Street

Fed junta-se à Apple e Boeing para fazer a festa em Wall Street

As bolsas norte-americanas abriram em terreno positivo, animadas pelos resultados da Apple e da Boeing, tendência que foi reforçada ao final do dia com uma viragem no discurso da Reserva Federal.
Fed junta-se à Apple e Boeing para fazer a festa em Wall Street
Reuters
Carla Pedro 30 de janeiro de 2019 às 21:06

O Dow Jones encerrou a somar 1,77% para 25.014,86 pontos e o Standard & Poor’s 500 avançou 1,55% para 2.681,05 pontos.

 

Por seu lado, o tecnológico Nasdaq Composite valorizou 2,20% para 7.183,08 pontos.

 

As bolsas do outro lado do Atlântico estiveram, durante toda a sessão, a ser sobretudo sustentadas pelo bom desempenho da Apple e da Boeing, que dispararam mais de 6%.

 

As ações da Apple reagiram em alta às estimativas da tecnológica para o trimestre em curso. Quanto ao seu primeiro trimestre fiscal, as receitas caíram mas os lucros aumentaram e ficaram acima do estimado, o que também ajudou.

 

Já a Boeing reportou que o seu volume de negócios em 2018 superou os 200 mil milhões de dólares, algo que nunca tinha acontecido nos seus 202 anos de história.

 

A coroar o otimismo vivido hoje em Wall Street esteve o comunicado de política monetária da Fed e as posteriores declarações do presidente do banco central, Jerome Powell.

 

A Reserva Federal dos Estados Unidos decidiu, sem surpresas, manter os juros diretores no atual intervalo entre 2,25% e 2,5%. Mas mudou substancialmente a linguagem do seu discurso. Não só não disse quantas vezes prevê mexer nos juros este ano, como também abriu a porta a que a próxima mexida possa ser para cima ou para baixo.

 

Powell declarou, logo a seguir em conferência de imprensa, que a justificação para se subir os juros "de certo modo, enfraqueceu". E esta foi, segundo a CNBC, a sua confirmação mais evidente – até à data – de que o banco central está a mudar o tom no que diz respeito ao aumento das taxas de juro.

 

Com esta mudança de discurso, as bolsas norte-americanas reforçaram a tendência de subida. O Dow Jones disparou de imediato mais de 400 pontos e regressou ao patamar dos 25.000 pontos.

 

Do lado negativo, destaque para a Tupperware, que afundou depois de se mostrar preocupada com o abrandamento do consumo chinês e de anunciar uma redução do dividendo a distribuir.

 

As ações da empresa sediada em Orlando (Estado da Florida) afundaram 28%, para 27,52 dólares, naquele que foi o seu maior mergulho intradiário desde que entrou em bolsa, em 1996.




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