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Galp e BCP perdem mais de 1,5% e fazem PSI-20 tropeçar

O índice nacional respeitou a tendência negativa vivida na Europa, com os pesos pesados BCP e Galp a destacarem-se no vermelho.

A bolsa portuguesa tem sido incapaz de atrair novas empresas para o mercado de capitais português.
Miguel Baltazar
Ana Batalha Oliveira anabatalha@negocios.pt 22 de Julho de 2020 às 16:44
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A bolsa nacional fechou em queda com o principal índice, o PSI-20, a cair 0,79% para os 4.509,75 pontos. Esta descida marca o fim de um ciclo de quatro sessões consecutivas em alta, com Lisboa a alinhar-se com a tendência europeia.

No Velho Continente, as principais praças reúnem-se no vermelho. Depois do ânimo generalizado que se seguiu ao lançamento de novos estímulos económicos a nível europeu, prevendo-se a distribuição de uma quantia próxima dos 2 biliões de euros pelos Estados membros, a presidente do Banco Central Europeu, Christine Lagarde, veio comentar que o rácio entre subvenções e empréstimos previsto no Fundo de Recuperação "podia ter sido melhor".

Lá fora, as tensões entre os Estados Unidos e a China também abalam otimismos, com o gigante asiático a ameaçar retaliar perante o fecho do consulado chinês na cidade de Houston.

Já neste canto da Europa, o PSI-20 encerrou no vermelho, pressionado por 14 cotadas em queda, com apenas três no verde e uma inalterada.

A destacarem-se nas perdas estiveram os pesos pesados Galp e BCP, que ocuparam, respetivamente, os segundo e terceiro lugares do pódio das desvalorizações. 

A petrolífera desceu 1,88% para os 10,42 euros, acompanhando a tendência da matéria-prima. O barril de Brent resvala 1,22% para os 43,78 dólares, num dia em que os números das reservas nos Estados Unidos aumentam e preocupam, denunciando quebras relevantes do lado da procura nos meses de verão, habitualmente de grande consumo.

Já as ações do banco liderado por Miguel Maya recuaram 1,74% para os 10,72 cêntimos.

Ainda a evidenciar-se do mesmo lado do espetro ficou a Nos, com uma quebra de 1,31% para os 3,62 euros. Esta cotada vai apresentar os resultados do segundo trimestre de 2020 – e do semestre. Nos primeiros seis meses do ano passado, a empresa liderada por Miguel Almeida aumentou os lucros em 13% para 90,2 milhões de euros. As receitas da telecom cresceram à boleia, sobretudo, dos resultados positivos obtidos na área de telecomunicações e de cinema e audiovisuais.


(Notícia atualizada às 16:51) 

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