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Incerteza sobre estímulos leva Wall Street a fecho sem rumo. Semana com saldo negativo

As bolsas de Nova Iorque terminaram a derradeira sessão da semana sem rumo definido, com o Dow Jones no vermelho e o S&P 500 e o Nasdaq em alta ligeira. O aumento de novos casos de covid-19 nos EUA também assustou os investidores.

Wall Street viveu, nos últimos dias, alguns dos dias mais “negros” da sua história.
Lucas Jackson/Reuters
Pedro Curvelo pedrocurvelo@negocios.pt 23 de Outubro de 2020 às 21:31
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Após alguns dias de otimismo moderado, os investidores norte-americanos parecem estar fartos de aguardar por um acordo entre democratas e republicanos para um novo pacote de estímulos económicos. Nem mesmo as declarações de Mark Meadows, chefe de gabinete da Casa Branca, indicando que esperava um acordo dentro de um ou dois dias, animou os mercados.

Ainda assim, o S&P 500 e o Nasdaq Composite fecharam o dia com saldo positivo. O primeiro avançou 0,28%, para 3.463,12 pontos, e o segundo ganhou 0,37%, para os 11.548,28 pontos. Já o Dow Jones acabou mesmo abaixo da linha d'água, cedendo 0,10%, para os 28.335,57 pontos.

Assim, após três semanas positivas - quatro no caso do Nasdaq -, os índices de Wall Street acumularam perdas semanais. No caso do S&P 500 a descida cifrou-se em 0,60%, enquanto o Dow cedeu 0,95% nas últimas cinco sessões. O tecnológico Nasdaq foi mais penalizado, recuando 1,06% face ao fecho da passada sexta-feira.

O rescaldo do derradeiro debate entre Donald Trump e Joe Biden antes das eleições presidenciais de 3 de novembro parece não ter alterado de forma significativa as intenções de voto, com o candidato democrata a continuar a liderar as sondagens.

Já mais preocupante para os investidores foram os números de novos casos de covid-19 nos Estados Unidos. Os mais de 72 mil novos contágios são o segundo valor diário mais elevado desde o início da pandemia. O receio de que a maior economia mundial enfrente um cenário semelhante ao que se vive atualmente na Europa, com uma nova vaga de maior dimensão de infeções, leva os investidores a preferirem ativos refúgio. 

Entre as "big tech", a Apple voltou a fechar no vermelho, desvalorizando 0,61%, enquanto a Amazon avançou 0,88%. A Alphabet, casa-mãe do Google, ganhou uns sólidos 1,64%, sendo, ainda assim, superada pela subida de 2,40% do Facebook. A Microsoft valorizou uns mais modestos 0,62%.
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