pixel

Negócios: Cotações, Mercados, Economia, Empresas

Notícias em Destaque

Irão e Fed atiram Wall Street para perdas superiores a 1%. Macy's dispara 4%

A sessão já tinha arrancado com perdas para os principais índices dos EUA, mas a visão pessimista do Presidente da Fed sobre o futuro acabou por afundar ainda mais Wall Street. O banco central já só vê um corte nas taxas de juro este ano - e o mesmo deve repetir-se em 2027.

Irão e Fed atiram Wall Street para perdas superiores a 1%. Macy's dispara 4%
Irão e Fed atiram Wall Street para perdas superiores a 1%. Macy's dispara 4% Seth Wenig / Associated Press
18 de Março de 2026 às 20:19

Os principais índices norte-americanos encerraram a sessão com perdas superiores a 1%, pressionados por uma nova subida nos preços da energia e pelos comentários de Jerome Powell, Presidente da Reserva Federal (Fed), após a reunião de política monetária do banco central - que acabaram por alimentar os receios de uma escalada inflacionista no país, levando a autoridade monetária a adotar uma postura muito mais cautelosa.

O S&P 500 encerrou a sessão com perdas de 1,36% para 6.624,70 pontos, enquanto o industrial Dow Jones caiu 1,63% para 46.225,15 pontos e o tecnológico Nasdaq Composite perdeu 1,46% para 22.152,42 pontos. O dia já tinha arrancado com perdas para os três principais índices, numa altura em que a guerra no Irão não dá sinais de abrandamento, mas as quedas acabaram por ser aprofundadas depois de a Fed ter sinalizado apenas um corte nas taxas de juro este e no próximo ano. 

"A Fed não tomou medidas hoje - mas também não precisava", afirmou Gina Bolvin, presidente do Bolvin Wealth Management Group, à Bloomberg. "Este é um banco central que se sente à vontade para esperar, observar e manter-se flexível. Uma previsão de redução diz tudo: a Fed não tem pressa, e os investidores também não devem ter", refere ainda. A

Na conferência de imprensa que se seguiu à decisão, o presidente da Fed ressalvou que "é ainda demasiado cedo para saber o âmbito e duração dos potenciais efeitos na economia" da escalada dos preços da energia, mas admitiu que o "outlook" para o futuro é incerto. Juntam-se a isso ainda a pressão inflacionista decorrente das tarifas alfandegárias.

Os investidores encontram-se ainda a reagir esta quarta-feira a novos dados da inflação, que apontam para um aceleramento dos preços no produtor. O indicador que mede esta evolução acabou por acelerar mais do que o esperado em fevereiro, atingindo os 3,4% em termos homólogos e os 0,7% em cadeia - valores que comparam com as expectativas dos analistas de 3% e 0,3%, respetivamente. 

No Médio Oriente, a guerra continua sem dar sinais de apaziguamento. As infraestruturas energéticas do Irão foram atacadas pelos EUA e Israel, um movimento ao qual Teerão decidiu responder com um ataque a uma refinaria no Catar. Antes desta ofensiva, o regime liderado por Mojtaba Khamenei tinha identificado quatro alvos em países vizinhos que considerava legítimos para arcarem com a retaliação. 

Entre as principais movimentações de mercado, a Nvidia caiu 0,84%, mesmo depois de a Reuters ter noticiado que a empresa mais valiosa do mundo conseguiu uma aprovação por parte do governo chinês para vender os seus "chips" H200 no país. Por sua vez, a retalhista Macy's disparou 4,67%, após ter registado lucros por ação de 1,67 dólares - um valor que ficou acima dos 1,53 dólares esperados pelos analistas. 

(Notícia atualizada às 20:35)

Ver comentários