Lisboa fecha em baixa sob pressão da Galp e da EDPR
O dia na Europa foi misto, com as dúvidas a instalarem-se sobre o processo de negociação no Médio Oriente. A petrolífera e a elétrica foram os pesos pesados que mais pressionaram.
A bolsa de Lisboa fechou em baixa esta quarta-feira, num dia misto para as principais praças europeias, com a continuação da incerteza nas negociações de paz no Médio Oriente.
O índice de referência nacional, o PSI, desceu 0,65% para 9.136,10 pontos, com sete dos seus 16 títulos no vermelho, fechando em baixa pela segunda sessão consecutiva.
A Galp pressionou o índice, acompanhando a queda acentuada do crude nos mercados internacionais. A petrolífera perdeu 3,48% para 18,60 euros.
Ente os pesos pesados, a EDPR e o BCP também penalizaram o PSI, com perdas de 2,07% para 14,16 euros e 1,61% para 0,9684 euros, respetivamente. O banco anunciou na terça-feira a distribuição de 4 milhões de ações a executivos, com o CEO Miguel Maya a receber 870 mil.
As construtoras também ficaram do lado das perdas. A Teixeira Duarte recuou 2,45% para 0,438 euros, após ter adiado a assembleia-geral que deveria realizar-se na terça-feira, enquanto a Mota-Engil desceu 1,16% para 4,79 euros, depois de o Negócios ter noticiado que a empresa liderada por Carlos Mota dos Santos apresentou uma proposta por uma concessão rodoviária por 30 anos entre a Bahia e Pernambuco com a brasileira Odebrecht.
Do lado dos ganhos, destaque para a papeleira Altri, que acelerou 2,84% para 5,070 euros.
O retalho também impediu perdas maiores para o índice, com a Jerónimo Martins a ganhar 0,97% para 18,78 euros e a Sonae a acelerar 1,48% para 1,918 euros.