Lisboa segue perdas europeias motivadas por receios energéticos. Nos afunda mais de 5%
O índice nacional não escapou a tendência dominante na Europa, com os receios de uma possível crise energética motivada pela crise no Médio Oriente.
A bolsa de Lisboa fechou em baixa esta segunda-feira, sucumbindo às quedas da maioria das praças europeias, pressionadas pelos receios causados pela subida acentuada dos preços da energia.
O índice de referência nacional, o PSI, desceu 0,78% para 8.875,76 pontos, com 13 dos seus 16 títulos no vermelho, após ter conseguido ganhos nas últimas três sessões.
A Nos liderou as perdas, corrigindo os ganhos recentes depois de ter apresentado resultados na semana passada. A telecom afundou 5,43% para 5,22 euros.
Ainda entre as principais perdas, estiveram a Mota-Engil e a Teixeira Duarte, assim como a Semapa e a Navigator. As construtoras recuaram 3,09% para 4,584 euros e 1,91% para 0,462 euros, enquanto a "holding" perdeu 2,49% para 21,55 euros e produtora de pasta de papel - da qual detém a maioria do capital - desceu 1,87% para 3,252 euros.
Entre os pesos pesados, a EDP e a EDPR também contribuíram para as quedas do dia, com a casa-mãe a recuar 1,23% para 4,189 euros e a subsidiária a ceder 1,03% para 12,51 euros.
Novamente a capitalizar a alta dos preços do crude, a Galp liderou os ganhos, com uma valorização de 1,93% para 20,07 euros. As únicas outras duas cotadas que não desvalorizaram foram a Jerónimo Martins, que ganhou 0,47% para 21,38 euros e o BCP, que estabilizou nos 0,810 euros.
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