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Pepsi e petróleo colocam S&P 500 em máximos de quatro meses

As bolsas norte-americanas encerraram em terreno positivo, animadas sobretudo pelo bom desempenho da PepsiCo depois de reportar resultados trimestrais robustos e também pela subida dos preços do petróleo, o que sustentou as cotadas do sector.

EPA
Carla Pedro cpedro@negocios.pt 10 de Julho de 2018 às 21:18
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O Dow Jones encerrou a subir 0,58% para 24.919,66 pontos e o índice tecnológico Nasdaq Composite valorizou 0,04%, a valer 7.759,20 pontos.

 

Já o Standard & Poor’s 500 somou 0,35% para 2.793,84 pontos, a negociar em máximos de quatro meses e a marcar o mais elevado nível de fecho desde 1 de Fevereiro.

 

Esta foi a quarta sessão consecutiva de subidas do S&P 500, naquela que é a mais longa série de ganhos desde inícios de Junho.

 

As acções da energia deram um forte impulso às bolsas do outro lado do Atlântico, sustentadas pela subida dos preços do petróleo.

 

O "ouro negro" ganhou terreno com as perturbações de oferta por parte da Noruega e da Líbia, se bem que o facto de os EUA terem dito que vão ponderar os pedidos de suspensão das sanções do petróleo iraniano tenha levado a uma contenção dos ganhos da matéria-prima.

 

Os Estados Unidos, recorde-se, pressionaram os seus aliados [a União Europeia, por exemplo, não saiu do acordo nuclear com Teerão] para reduzirem a zero as suas importações de petróleo iraniano até 4 de Novembro, ameaçando-os também com sanções.

 

Na Líbia, as forças da milícia do comandante líbio Khalifa Haftar tomaram o controlo de alguns dos maiores terminais de exportação de crude do país, impedindo que a petrolífera pública National Oil Corporation (NOC) possa gerir esse petróleo, o que tem afectado a produção – que caiu de 1,28 milhões de barris por dia em Fevereiro para 527.000 barris diários actualmente.

 

Já na Noruega, centenas de trabalhadores das plataformas offshore de petróleo e gás do país entraram em greve esta terça-feira, depois de recusarem o acordo salarial que lhes foi proposto.

 

A ajudar à boa performance na sessão de hoje em Wall Street esteve também a PepsiCo, que fechou a ganhar 4,76% para 112,89 dólares. Tratou-se da maior subida diária em quase sete anos.

 

A PepsiCo esteve a ser sustentada pelos resultados do segundo trimestre, que superaram as projecções dos analistas. A contribuir esteve o forte aumento das vendas de snacks.

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