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PSI-20 afunda mais de 5% para um mínimo de 1993, o ano em que foi criado

O coronavírus continua a ditar quebras pesadas em toda a Europa. Em Lisboa, o BCP penaliza o índice, que cai para o nível mais baixo desde 1993.

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Ana Batalha Oliveira anabatalha@negocios.pt 16 de Março de 2020 às 08:11
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A bolsa nacional abriu em queda, com o principal índice, o PSI-20, a descer 5,28% para os 3.634,95 pontos. Com 10 das cotadas a perder mais de 5% e nenhuma no verde, o índice precipita-se para um mínimo de 1993, como é visível no gráfico em baixo. Na semana passada o PSI-20 tinha afundado para mínimos de 1996, tendo agora quebrado essa barreira em baixo.


 

O sentimento negativo volta a assolar as praças europeias numa altura em que o impacto do surto de coronavírus na economia é cada vez mais visível. Os dados relativos a fevereiro e janeiro denotam uma travagem a fundo na China em múltiplas frentes, desde a produção industrial e vendas a retalho até à empregabilidade. Estas quebra histórica poderá levar à primeira contração do produto interno bruto chinês no primeiro trimestre desde 1989.

Paralelamente, também nos Estados Unidos a Fed avisou que o crescimento nos primeiros seis meses será fraco e já tomou medidas. O banco central dos EUA voltou a cortar os juros diretores, desta vez em 100 pontos base, para um intervalo entre 0% e 0,25%, regressando assim ao patamar dos mínimos históricos. E reforçou os estímulos à economia com compras adicionais de obrigações e benesses à banca, além de antecipar a reunião de política monetária, que começa já esta segunda-feira.

Por cá, o peso pesado BCP penaliza o índice com uma quebra de 8,01% para os 10,33 cêntimos, recuando a mínimos históricos. Também fundo no vermelho alinha a Galp, que desce 5,90% para os 8,06 euros, num dia em que o barril de petróleo que serve de referência à Europa, o Brent, está a resvalar 4,84% para os 32,21 dólares, derrubado pela quebra acentuada na procura que decorre da travagem económica provocada pelo coronavírus. 

"Como tem sido o cunho do último mês, a bolsa nacional continuará a depender exclusivamente da evolução da conjuntura internacional. Ainda assim, convém acompanhar os fatores mais fundamentais, que deverão reconquistar a sua importância quando a configuração bolsista normalizar", defendem os analistas do CaixabankBPI, na sua nota diária.

Como exemplo de dados fundamentais, os mesmos analistas referem os resultados da papeleira Altri, que foram divulgados na passada sexta-feira, já após do fecho. A Altri obteve em 2019 um resultado líquido de 100,8 milhões de euros, menos 48,2% comparativamente com os 194,5 milhões registados em 2018. Esta segunda-feira, a cotada abriu inalterada nos 3,29 euros.

(Notícia atualizada às 08:28) 

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