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PSI-20 descarrila com Mota-Engil a afundar 15% e Galp e EDP a deslizarem

A bolsa nacional fechou manchada de vermelho, com a Mota-Engil, Galp e EDP a contribuírem pesadamente para a sangria. O sentimento negativo é geral na Europa.

A bolsa portuguesa tem sido incapaz de atrair novas empresas para o mercado de capitais português.
Miguel Baltazar
Ana Batalha Oliveira anabatalha@negocios.pt 30 de Novembro de 2020 às 16:51
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A bolsa nacional fechou em quebra, com o índice PSI-20 a descer 1,01% para os 4.604,72 pontos. A pesarem no desempenho estiveram 10 cotadas, que se posicionaram no vermelho, contra apenas seis no verde. Uma seguiu inalterada. Isto, depois de, mais cedo no dia, a bolsa nacional ter chegado a tocar num máximo de 5 de junho.

A Mota-Engil foi a cotada que mais se destacou no manto vermelho, ao deslizar 15,15% para os 1,46 euros, tendo chegado a recuar 15,97%. Este alívio acontece depois de na semana passada a cotada ter disparado 26%, uma soma que se junta às das semanas anteriores, de quase 10% e 13%, respetivamente, numa escalada que colocou a cotada em níveis de agosto na semana passada.

A Mota-Engil anunciou hoje que a sua participada Mota-Engil Central Europe (MECE) celebrou um novo contrato na Polónia, no valor de 72 milhões de euros, para a execução do projeto e construção da via rápida S19 no nó Bialystok Poludnie – Ploski. Isto, depois de, na semana passada, a Mota-Engil ter confirmado que a China Communications Construction Company (CCCC), a quarta maior construtora do mundo, comprou 23% do capital da empresa portuguesa por 169,4 milhões de euros.

As pesadas Galp e EDP seguiram-se no pódio das perdas, ao resvalarem, respetivamente, 5,38% para os 9,04 euros e 2,87% para os 4,47 euros. A petrolífera desviou o curso depois de ter contado quatro semanas consecutivas de valorizações fortes, tendo chegado a atingir máximos de julho. Esta reversão acontece num dia em que o petróleo regista perdas acima de 1%, tanto em Londres como em Nova Iorque.

Os investidores estão de olho na reunião da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP), nesta segunda-feira, e no encontro de amanhã entre os 13 membros do cartel e os seus 10 aliados – o chamado grupo OPEP+ –, de onde poderá sair, ou não, a decisão de estender, por pelo menos mais três meses, os atuais níveis de corte da produção.


A contrariar o sentimento negativo estiveram a EDP Renováveis, que avançou 1,72% para 17,76 euros e a Jerónimo Martins, que cresceu 1,34% para 14,36 euros.

(Notícia atualizada às 16:59)

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