Receios com Europa penalizam Wall Street
As praças norte-americanas estiveram em queda, depois de na sexta-feira terem regressado aos valores valores mais altos em mais de cinco anos.
O Dow Jones, que na sexta-feira superou os 14.000 pontos, valor que não atingia desde 17 de Outubro de 2007, terminou hoje a perder 0,93% para 13.880,08 pontos.
Também o S&P 500, que na passada sessão tinha estado em máximos de mais de cinco anos, fechou no vermelho. O índice recuou 1,11% (a maior queda em 2013) para se fixar nos 1.496,30 pontos.
O tecnológico Nasdaq, por seu lado, cedeu 1,51% para 3.131,16 pontos.
Os mercados accionistas do outro lado do Atlântico encerraram em terreno negativo, pressionados pelos receios em torno da crise da dívida na Zona Euro, que poderá intensificar-se. Isto num dia em que as praças europeias estiveram também a negociar no vermelho, com destaque para a bolsa madrilena, que perdeu quase 4%, penalizada pelo escândalo de corrupção que assola o partido no poder, PP, e que levou também a uma forte subida dos juros da dívida soberana.
A contribuir para o pouco ânimo dos investidores de Wall Street esteve igualmente o anúncio de que as encomendas às fábricas norte-americanas foram menores do que o previsto.
A Wal Mart desvalorizou mais de 1%, depois de o JPMorgan Chase ter cortado a recomendação para as suas acções.
A Herbalife esteve também em queda, penalizada fortemente pelo facto de estar sob investigação por parte da Comissão Federal do Comércio.