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Soros volta à sala de mercados preocupado com a China

É um dos investidores mais conhecidos no mundo e está de volta ao activo, ainda que nunca se tenha reformado. Face às perspectivas mais pessimistas para a economia, George Soros decidiu voltar à sala de mercados.

Patrícia Abreu pabreu@negocios.pt 09 de Junho de 2016 às 09:17
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George Soros voltou a assumir o controlo do investimento da sua fortuna. Preocupado com o clima de instabilidade nos mercados, devido às perspectivas mais cautelosas para a economia, o investidor bilionário, de 85 anos, decidiu voltar à sala de mercados para assumir as negociações e acompanhar de perto o rumo dos mercados.


Ainda que nunca tenha deixado de orientar os seus investimentos, George Soros decidiu regressar ao escritório para dirigir as transacções de perto. Preocupado com a economia global e, em particular, com a situação na China, o octogenário está a vender acções e a comprar ouro para se proteger da instabilidade.


Dono de uma fortuna avaliada em 24 mil milhões de dólares, Soros tem vindo a recomendar uma estratégia mais conservadora face à turbulência nos mercados e à crise na China. Em Abril comparou a actual situação da segunda maior economia do mundo com o estado da economia norte-americana antes da grande recessão de 2007-2008.


O que está a acontecer na China "faz lembrar a crise financeira nos Estados Unidos em 2007-2008, que também foi alimentada pelo crescimento do crédito", disse Soros, acrescentando que "grande parte do dinheiro que os bancos estão a emprestar servem para manter crédito malparado e empresas deficitárias em funcionamento".


Já no início do ano, quando novas intervenções dos reguladores chineses nos mercados accionistas e cambial do país determinaram um dos piores arranques de ano de sempre nas bolsas mundiais, o investidor tinha defendido que uma travagem brusca na economia chinesa era "praticamente inevitável".


Face a estas perspectivas pessimistas para a economia, Soros está a apostar na queda das acções e a antecipar ganhos no ouro e nas acções das empresas mineiras, que falharam a recuperação do metal precioso nos últimos anos.

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