Bolsa Tecnológicas arrancam novo programa para preparar entrada em bolsa

Tecnológicas arrancam novo programa para preparar entrada em bolsa

Sete novas tecnológicas foram selecionadas para integrar o programa Techshare da Euronext, que tem como finalidade ajudar a preparar as empresas para uma futura admissão no mercado de capitais.
Tecnológicas arrancam novo programa para preparar entrada em bolsa
Mariline Alves 
Patrícia Abreu 12 de setembro de 2019 às 15:08

Polygon, Wetek, Celfinet e EVA são quatro das sete empresas portuguesas que integram a quinta edição do Techshare, um programa organizado pela Euronext que tem como objetivo preparar as tecnológicas que ponderam avançar com uma operação de entrada em bolsa num período entre 18 e 36 meses.

Pelo quinto ano consecutivo, a Euronext arranca com uma nova edição do Techshare, o programa que tem como finalidade ajudar as tecnológicas a familiarizarem-se com os mercados de capitais, com vista a realizar uma futura oferta pública inicial (IPO, na sigla em inglês). O programa conta com sete participantes – três dos quais quiseram manter o anonimato – e têm um volume de negócios médio de 2,9 milhões de euros.

Segundo a Euronext, uma das empresas selecionadas está presente no setor healthtech, quatro atuam na área de software/digital (Polygon, Wetek e outras duas empresas não identificadas) e a Celfinet e a EVA no segmento de hardware/robotics e telecomunicações.

Lançado em 2015, o Techshare conta já com 275 empresas, das quais 23 são portuguesas. Segundo Filipa Franco, head of listing da Euronext Lisbon, "tem havido um crescente interesse [no programa], de empresas com maior maturidade".

Apesar do interesse manifestado neste programa, até agora estas companhias continuam sem fazer o seu caminho para o mercado. Isabel Ucha, presidente da Euronext Lisbon, destaca que a bolsa mantém uma relação muito próxima com as empresas, mas no fim "continua a ser uma opção das próprias empresas".

"As empresas precisam encontrar o momento certo para uma entrada em mercado e as condições dos mercados não foram as mais favoráveis nos últimos meses", justifica Isabel Ucha.

Entre as novas empresas que se estreiam no Techshare, a expectativa é tentar aproveitar as potencialidades de financiamento no mercado para crescer e expandir a sua atividade. "Uma ida para a bolsa poderia permitir que continuássemos no controlo e continuar a crescer", explica José Mata, da Celfinet.




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