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Wall Street fecha mista com investidores divididos entre geopolítica, dados e anúncios de Trump

O S&P ainda registou um recorde intradiário, mas as medidas propostas por Trump para a defesa e habitação penalizaram as cotadas destes setores, numa sessão em que os dados e a geopolítica estiveram também em foco.

Wall Street
Wall Street AP/Yuki Iwamura
07 de Janeiro de 2026 às 21:28

Os principais índices de Wall Street fecharam mistos, numa sessão em que os investidores ponderaram os riscos geopolíticos, os dados económicos e uma série de anúncios por parte do Presidente dos EUA que afetaram sobretudo os setores da habitação e defesa.

O S&P 500 desceu 0,34% para 6.921,83 pontos, depois de ter registado o segundo recorde intradiário de 2026 esta quarta-feira, enquanto o Dow Jones recuou 0,94% para 48.996,19 pontos. Já o tecnológico Nasdaq conseguiu manter-se à tona, valorizando 0,16% para 23.584,28 pontos.   

As ações perderam ímpeto depois de Donald Trump ter anunciado que quer travar o pagamento de dividendos e recompras de ações por parte das empresas de defesa para que estas possam aumentar o investimento e também a compra das moradias unifamiliares por fundos para travar os custos da habitação.

As maiores empresas de ambos os setores afundaram, com a Northrop, uma das maiores fornecedoras de equipamento militar a afundarem 5,5%, e a Blackstone, uma das principais investidoras em imobiliário, a caírem 5,6%.   

Já a Valero Energy liderou as ações das refinarias, subindo 3,1%, depois de Trump ter anunciado, na quarta-feira, que os EUA vão receber até 50 milhões de barris de petróleo venezuelano, num dia em que se intensificaram as tensões internacionais, com a apreensão de dois navios petroleiros ligados à Venezuela pela Marinha norte-americana - um deles com bandeira russa.     

Os investidores digeriram também dados mistos dos EUA: a atividade dos serviços expandiu-se ao ritmo mais elevado em mais de um ano, enquanto os dados do emprego do setor privado ficaram aquém do esperado, com a criação de apenas 41.000 postos de trabalho em dezembro – uma recuperação face aos números negativos do mês anterior.    

O foco está agora no importante relatório do emprego, agendado para sexta-feira, um dos principais elementos que a Reserva Federal (Fed) tem em conta para decidir o rumo das taxas de juro, depois das três reduções do ano passado.    

Apesar de estarem previstos dois cortes em 2026, para a Evercore ISI os dados mais recentes indicam que o banco central dos EUA vai manter as taxas na próxima reunião. “Se o emprego sinalizar que o mercado de trabalho está a dobrar e não a quebrar, a Fed vai manter as taxas na reunião de janeiro, já que a fasquia para mais um corte no curto prazo está mais elevada depois do corte de dezembro”, referiu Marco Casiraghi à Bloomberg.

Os investidores aguardam também por outro anúncio relevante agendado para sexta-feira: o Supremo Tribunal dos EUA vai divulgar a decisão sobre a legalidade das tarifas impostas pela Administração Trump, o que poderá constituir um revés na política comercial do Presidente dos EUA.  

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