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Wall Street muda foco para EUA-China e abre no verde

As bolsas norte-americanas continuam a subir, após terem atingido máximos históricos na sessão de ontem. Os investidores estarão convictos de que a tensão EUA-Irão já não vai piorar e estão a mudar o foco para a relação comercial das duas maiores economias do mundo.

Reuters
Tiago Varzim tiagovarzim@negocios.pt 09 de Janeiro de 2020 às 14:47
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Wall Street abriu em alta esta quinta-feira, 9 de janeiro, acompanhando os ganhos registados na Europa e na Ásia. Os mercados bolsistas estão a subir na esperança de que a possibilidade de um conflito militar entre os EUA e o Irão tenha sido eliminada. 

O Dow Jones valoriza 0,53% para os 28.888,84 pontos - um novo recorde histórico -, o S&P 500 sobe 0,58% para os 3.271,83 pontos e o Nasdaq avança 0,73% para os 9.196,96 pontos.

A incerteza sobre o desfecho do aumento da tensão entre os norte-americanos tinha prejudicado as ações, ativos de relativamente maior risco, nas últimas sessões. Ontem as bolsas norte-americanas já tinham recuperado, atingindo novos máximos históricos, e essa é uma tendência que se prolonga agora. 

Sinal de que o momento é de recuperação nas bolsas é também a queda do ouro e do iene, dois ativos considerados de refúgio, que estiveram a subir nas sessões afetadas pela instabilidade EUA-Irão. 

Agora os investidores estarão a focar as suas atenções novamente na relação comercial entre os EUA e a China. Esta quinta-feira a China anunciou que o vice-primeiro-ministro chinês irá a Washington para assinar a primeira fase do acordo comercial parcial no dia 15 de janeiro, tal como anunciado anteriormente pelo presidente norte-americano, Donald Trump. 

Na frente económica, o número de norte-americanos a pedirem novos subsídios de desemprego diminuiu na semana passada, acumulando quatro quedas semanais consecutivas. O valor, nos 214 mil pedidos, está perto dos mínimos registados no pós-recessão, segundo a MarketWatch. 

Entre as cotadas, um dos setores que está a ter dificuldade é o do retalho. Tanto a Bed Bath & Beyond como a Kohl’s Corp estão a desvalorizar após terem divulgado dados fracos de vendas face às expectativas dos analistas. 

Já a Boeing continua a recuperar da desvalorização registada por causa da queda do avião da empresa norte-americana em Teerão, no Irão, com destino à Ucrânia. Este acidente fatal voltou a levantar dúvidas sobre a segurança dos aviões da fabricante. 

As tecnológicas também continuam em alta, como é o caso da Apple, que acaba de atingir um novo máximo nos 306,97 dólares, e da Alphabet, que atinge um novo máximo de dois anos ao chegar aos 1.419,08 dólares. A Tesla, fabricante de carros elétricos, continua a subir, aproximando-se dos 500 dólares. 

A AMD, fabricante de processadores e placas de vídeo, está a valorizar mais de 2% após um analista da Mizuho Securities ter melhorado a classificação de "neutral" para "comprar". O mesmo acontece com o Goldman Sachs.
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