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Wall Street volta a fechar no vermelho. S&P 500 já perdeu quase 4% desde início da guerra

Os principais índices dos EUA voltaram a fechar com perdas em toda a linha, com a escalada dos preços do crude e o facto de não haver um fim à vista para a guerra a continuar a preocupar os mercados. Um índice de "stress" dos mercados do BofA subiu para perto do pico atingido em abril. Investidores esperam agora pela reunião da Fed na próxima semana.

Wall Street
Wall Street Ted Shaffrey / AP
20:17

Os principais índices norte-americanos fecharam a sessão desta sexta-feira com perdas em toda a linha, espelhando o comportamento dos mercados ao longo de mais uma semana de guerra no Médio Oriente, numa altura em que a volatilidade tem tomado conta de Wall Street, com o aumento dos preços do crude a continuar a preocupar os investidores.

O “benchmark” S&P 500 perdeu 0,61%, para os 6.632,19 pontos. Ao longo das últimas duas semanas, o índice de referência dos EUA já recuou 3,61%. Já o Nasdaq Composite caiu 0,93%, para os 22.105,36 pontos. O Dow Jones, por sua vez, desvalorizou 0,26% para os 46.558,47 pontos.

Comentários recentes do Presidente Donald Trump e do novo líder supremo do Irão sugerem que não haverá um abrandamento do conflito em breve. “Existem dois caminhos neste momento para os mercados e o melhor resultado é uma guerra mais curta”, disse à Bloomberg Chris Zaccarelli, da Northlight Asset Management. “Da mesma forma, se a duração do conflito militar se prolongar muito mais do que o esperado, poderemos assistir a impactos ainda mais negativos nos mercados”, acrescentou.

para tentar mitigar a escalada dos preços do crude, a Casa Branca emitiu uma segunda autorização a permitir que países comprem mais petróleo russo retido em petroleiros devido às sanções.

Nesta medida, o mercado continuará a “responder às notícias” que vão surgindo sobre o conflito, referiu à agência de notícias financeiras Matt Maley, da Miller Tabak. “Os investidores começam a recear que a situação no Médio Oriente se possa arrastar por um período de tempo suficientemente longo para ter um impacto na economia”, sublinhou o mesmo especialista.

A tensão nos mercados está a aumentar ao ritmo mais acelerado desde abril do ano passado – altura em que Trump anunciou as tarifas recíprocas que ia aplicar aos seus parceiros comerciais -, com um índice do Bank of America que mede as oscilações futuras de preços implícitas nos mercados de opções de ações, taxas de juro, moedas e matérias-primas a subir para 0,79 pontos, não muito longe do pico de 0,89 atingido durante a turbulência do

Já no plano da política monetária, espera-se que os responsáveis da Reserva Federal mantenham as taxas de juro na próxima semana, e os investidores irão concentrar-se em qualquer potencial alteração nas perspetivas do banco central no contexto da guerra.

“Esperamos que a Reserva Federal saliente a incerteza em ambos os aspetos do seu mandato”, revelou Jeffrey Roach, da LPL Financial. “A inflação será afetada pela guerra e o desemprego será afetado pelas perturbações no mercado de trabalho. É de esperar que haja algumas revisões importantes no próximo resumo das projeções económicas, a ser publicado na próxima semana”, disse ainda Roach.

Entre as “big tech”, a Nvidia caiu 1,59%, a Apple perdeu 2,21%, a Microsoft recuou 1,57%, a Alphabet cedeu 0,58%, a Amazon desvalorizou 0,89% e a Meta tombou 3,38%.

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