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JPMorgan corta preço-alvo do BCP e mantém recomendação de "neutral"

Os analistas do banco de investimento baixaram o preço-alvo dos títulos para o final de 2017 de 1,84 para 1,20 euros. E defendem que as acções não estão “suficientemente baratas”.

Miguel Baltazar/Negócios
Rui Barroso ruibarroso@negocios.pt 10 de Novembro de 2016 às 18:52
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O preço-alvo das acções do BCP foi revisto em baixa pelos analistas do JPMorgan esta quinta-feira. Para o final de 2017, o preço-alvo é agora de 1,20 euros, 1,95% acima da cotação actual das acções do banco liderado por Nuno Amado. É um corte de 35% face à anterior avaliação de 1,84 euros.

"Após o 'reverse stock split' e o prejuízo do terceiro trimestre ajustámos o nosso preço-alvo para Dezembro de 2017 para 1,20 euros", refere a nota de investimento do JPMorgan. Os analistas baixaram também as estimativas para os resultados futuros do banco. "Reduzimos as nossas estimativas para o resultado líquido numa média de cerca de 35% entre 2017 e 2018, porque acreditamos que o custo do risco continuará elevado".

Apesar de reconhecerem que as acções do BCP até aparentam estar em níveis baratos, consideram que "a rentabilidade continua sob pressão e a posição de capital não é grande. Assim, continuamos com recomendação de neutral". O título da nota de investimento é mesmo que o BCP "não está suficientemente barato".


No entanto, não é apenas no BCP que o JPMorgan não tem uma recomendação positiva. No "research", os analistas referem que na Península Ibérica o único título do sector com uma recomendação de sobreponderação é o Santander.


As acções do BCP encerraram a sessão a valorizar 2,35% para 1,177 euros. Isto depois de o banco ter mostrado, no final da sessão de quarta-feira, um prejuízo de 251,1 milhões de euros nos primeiros nove meses do ano e de ter sido conhecido que a Sonangol pediu ao Banco Central Europeu para ter mais de 20% do BCP, no quadro da proposta da Fosun para se tornar no maior accionista do banco.


Nota: A notícia não dispensa a consulta da nota de "research" emitida pela casa de investimento, que poderá ser pedida junto da mesma. O Negócios alerta para a possibilidade de existirem conflitos de interesse nalguns bancos de investimento em relação à cotada analisada, como participações no seu capital. Para tomar decisões de investimento deverá consultar a nota de "research" na íntegra e informar-se junto do seu intermediário financeiro.

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