Outros sites Cofina
Notícias em Destaque
Notícia

Goldman Sachs prevê queda do euro até 80 cêntimos

A estimativa do banco norte-americano é a mais pessimista até ao momento. O valor da moeda única tem caído nos mercados pressionado pelo programa de compras do BCE, mas também pela especulação de que a Reserva Federal norte-americana aumente as taxas de juro no curto prazo.

Bloomberg
André Cabrita-Mendes andremendes@negocios.pt 13 de Março de 2015 às 14:53
  • Assine já 1€/1 mês
  • 6
  • ...

A queda da moeda única parece ser imparável. Mas qual o limite para esta descida? 80 cêntimos de dólar, diz o Goldman Sachs.

 

Mas esta queda será faseada nos próximos dois anos, na estimativa citada pela Reuters. Daqui a um ano, a moeda única deverá cair abaixo de um dólar (95 cêntimos). Até final de 2016, a moeda única afunda para os 85 cêntimos de dólar. E até final de 2017, o euro poderá tombar para os 80 cêntimos de dólar.

 

Esta é a previsão mais pessimista até ao momento. Vários bancos internacionais reviram em baixa as suas previsões para o euro nos últimos dias. A anterior previsão mais baixa é a do Deutsche Bank que previa uma queda para os 85 cêntimos de dólar.

 

A moeda única já caiu mais de 18% nos últimos seis meses e recuou mais de 13% desde o início do ano. A tendência negativa tem sido influenciada pela decisão do Banco Central Europeu (BCE) de começar a fazer compras de dívida pública com o objectivo de combater a baixa inflação.

 

Mas, paralelamente, o desempenho do euro está a ser pressionado pela valorização do dólar, num momento em que cresce a especulação no outro lado do Atlântico de que a Reserva Federal norte-americana vai aumentar a sua taxa de juro no curto prazo.

 

Foi na quinta-feira que a moeda única alcançou um mínimo de 12 anos quando tocou nos 1,0495 dólares. Esta sexta-feira, o euro está a recuar 1,02% para 1,0526 dólares.

 

Fim antecipado das compras do BCE?

 

A queda do euro poderá provocar a subida da inflação para um nível acima da meta de 2% do Banco Central Europeu (BCE). Nas suas estimativas mais recentes, os economistas da autoridade monetária apontam, que até 2017, a inflação deverá subir dos actuais -0,3% para 1,8%.

 

Mas as mesmas previsões, no pior cenário, apontam que um euro mais fraco, a ajudar as exportações europeias, poderá impulsionar a inflação para um valor acima da meta de 2%.

 

Mas, como aponta o Financial Times, a queda do euro poderá levar os falcões do BCE, que defendem uma política monetária conservadora, a pedir o fim do programa de compras que teve início esta semana.

 

Em quatro dias, a autoridade monetária foi aos mercados comprar 10 mil milhões de euros de obrigações soberanas de Portugal, Alemanha, Bélgica, Itália e Espanha, atirando as respectivas taxas de juro para mínimos históricos.

 

A expansão quantitativa prevê a compra de 60 mil milhões de euros por mês, de principalmente de dívida pública, até Setembro de 2016.

Ver comentários
Saber mais dólar euro moeda única bce Banco Central Europeu Goldman Sachs economia negócios e finanças finanças (geral) mercado e câmbios economia (geral)
Outras Notícias