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Ao minuto18.12.2025

BCE e inflação nos EUA levam Stoxx 600 a novo recorde

Acompanhe, ao minuto, a evolução dos mercados nesta quinta-feira.

Stoxx 600 renovou máximos
Stoxx 600 renovou máximos Kamil Zihnioglu/AP
18 de Dezembro de 2025 às 17:53
18.12.2025

BCE e inflação nos EUA levam Stoxx 600 a recorde

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As bolsas europeias terminaram a sessão pintadas de verde, com o índice de referência para o bloco a atingir um novo máximo histórico, num dia marcado pela decisão do Banco Central Europeu sobre as taxas de juro, bem como pelos dados da inflação nos EUA, que alimentaram as expectativas de pelo menos um corte em 2026.

Por cá, a decisão do BCE já era amplamente esperada.

O contágio positivo dos EUA surge depois de a pelos responsáveis da Fed.   

Neste contexto, o Stoxx 600 bateu um novo recorde, ao subir 0,96% para 585,35 pontos, tendo, durante a sessão, tocado nos 586,33 pontos. Todos os 20 setores que o compõem terminaram a sessão com valorizações. 

Quanto aos resultados por praça, o alemão DAX ganhou 1%, o espanhol IBEX 35 subiu 1,15%, o italiano FTSEMIB valorizou 0,82%, o francês CAC-40 somou 0,8% e o neerlandês AEX acelerou 1,12%. O britânico FTSE 100 saltou 0,65%. 

“Num mercado que parece perfeito, a ‘dúvida sobre o investimento em inteligência artificial’ é suficiente para puxar o tapete, mas provavelmente não para acabar de vez com o clima” otimista, disse Florian Ielpo, da Lombard Odier Asset Management, à Bloomberg.

Entre os principais movimentos empresariais, as retalhistas ganharam grande destaque, levando o setor a uma subida de 2%, tudo devido aos comentários sobre as vendas futuras otimistas da H&M e da Inditex, dona de lojas como Zara. A primeira subiu 3,64% e a segunda 2,55%. 


18.12.2025

Libra avança após sinais de cautela do BoE. Dólar cai com inflação

O dólar norte-americano está a registar perdas face às restantes divisas, num momento em que os investidores reagem aos dados da inflação norte-americana. o que dá força às perspetivas de um corte de juros pelo banco central dos EUA em 2026, o que tende a pressionar as divisas. 

Pelo contrário, a libra britânica é a moeda que mais sobe esta tarde, isto depois de o Banco de Inglaterra ter admitido esta quinta-feira que a decisão foi profundamente dividida. 

"Os mercados reduziram suas apostas em novas medidas de flexibilização monetária, devido à natureza delicada das próximas decisões e ao comentário do Governador, que afirmou que o espaço para novas reduções está a tornar-se mais limitado", disse Tom Priscott, da Investec, à Reuters.

Neste contexto, a libra avança 0,1% para 1,33 dólares e o euro perde 0,18% para 0,8761 libras. Já o euro recua 0,12% para 1,1726 dólares e, face à divisa nipónica, a "nota verde" cede 0,08% para 155,57 ienes. O índice do dólar DXY está quase inalterado nos 98,40 pontos.

O euro está recuar ligeiramente, depois de também esta quinta-feira o Banco Central Europeu ter decidido manter as taxas de juro em 2%, uma decisão que não surpreendeu os mercados, que já tinham incorporado o movimento. A presidente, Christine Lagarde, adotou uma visão mais positiva sobre a economia do bloco, que tem demonstrado resiliência a choques no comércio mundial.

Fica agora no ar qual será a próxima decisão da Reserva Federal e também quem será o sucessor de Jerome Powell, a ser anunciado pela Casa Branca no início do próximo ano, de acordo com o próprio presidente dos EUA, Donald Trump, em declarações na noite de quarta-feira.

Amanhã é a vez de o Banco do Japão decidir sobre os juros - e tudo aponta para que a entidade monetária opte por uma subida das taxas, o que deverá impulsionar o iene. 

 

18.12.2025

Ouro sobe com dados da inflação a alimentarem corte de juros. Prata recua

ouro

Os preços do ouro estão a somar ganhos esta tarde, numa reação dos investidores aos dados da inflação nos Estados Unidos, que alimentaram as apostas dos investidores num corte de juros em 2026 pela Reserva Federal (Fed). 

O índice de preços ao consumidor (IPC) subjacente - que exclui alimentos e energia - dos EUA subiu menos do que o esperado em novembro - apenas 2,6%, face a apostas de uma subida de 3% -, segundo dados do Departamento do Trabalho. Este é o menor aumento do índice desde o início de 2021. 

Como o metal amarelo não rende juros, os investidores apostam neste ativo. O ouro 0,72% para 4.369,52 dólares por onça. 

"O relatório do IPC teve impacto negativo sobre o dólar e positivo sobre o ouro e, na verdade, a Fed vai continuar em foco até 2026, enquanto o mercado tenta entender quantos cortes de juros estão previstos para o próximo ano", disse David Meger, diretor de negociação de metais da High Ridge Futures, à Reuters.

Os investidores estarão atentos a novos desenvolvimentos geopolíticos, bem como à escolha do sucessor do presidente do banco central, Jerome Powell, que estará a ser discutido entre os membros da Administração Trump. Donald Trump disse, na noite de quarta-feira, que espera anunciar um nome no início do próximo ano - e esse nome será de alguém mais favorável ao corte das taxas de juro do que Powell. 

Noutros metais, a platina está cada vez mais perto dos 2 mil dólares por onça, estando a subir pela sexta sessão consecutiva, esta tarde nos 1.918,34 dólares. Este metal mais que duplicou a sua valorização em 2025 e está mesmo a caminho do maior ganho anual desde que os dados foram compilados pela Bloomberg, que remontam a 1987.

Já a prata está a descer 0,7% para 65,8784 dólares por onça - um recuo depois de ontem ter atingido um recorde de 66,88 dólares. "Tanto o ouro como a prata tiveram valorizações expressivas nas últimas semanas, por isso não é surpreendente ver o mercado passar por um período de tomada de mais-valias ou consolidação", disse Meger.

18.12.2025

Riscos geopolíticos voltam a dar força ao petróleo

petroleo combustiveis

Os preços do petróleo estão a ganhar terreno esta quinta-feira, numa altura em que os riscos geopolíticos decorrentes dos conflitos dos EUA com a Venezuela e entre a Rússia e a Ucrânia voltam a ganhar força no mercado.

O West Texas Intermediate (WTI), referência para os Estados Unidos, com entrega para janeiro sobe 1% para 56,45 dólares por barril. Já o Brent para entrega em fevereiro, que serve de referência para o bloco europeu, avança 0,7% para 60,10 dólares por barril -

Com o escalar das tensões, os investidores estão agora a avaliar a possibilidade de os EUA aplicarem novas sanções contra a Rússia, caso o Kremlin não concorde com o acordo de paz desenhado. Segundo a Bloomberg, até agora, as medidas contra Moscovo não alteraram significativamente o mercado de petróleo.

Também a Europa discute o financiamento à Ucrânia. Uma das possibilidades, avançadas pelo presidente do Conselho Europeu, .

As sanções à Rússia representam, segundo os analistas do ING citados pela Reuters, um risco maior de abastecimento do que o bloqueio dos petroleiros venezuelanos imposto pelos norte-americanos. O bloqueio à Venezuela pode afetar 600 mil barris por dia das exportações de petróleo do país, sobretudo os que seguem para a China, mas as exportações de 160 mil barris diários para os EUA vão, provavelmente, continuar. O petróleo bruto venezuelano representa cerca de 1% da oferta mundial.

“Para a Venezuela, a questão permanece: quão eficaz será este bloqueio, visto que qualquer interrupção nas exportações de petróleo venezuelano prejudicará predominantemente as refinarias chinesas", afirmou à Bloomberg Keshav Lohiya, fundador da consultora HiLo Analytics.


18.12.2025

Wall Street ganha impulso com dados da inflação e tecnológicas

wall street bolsa mercados traders

As bolsas norte-americanas estão a subir esta quinta-feira, isto depois de os dados da inflação do país terem sido mais otimistas do que aquilo que os analistas previam, reforçando a narrativa de um corte nas taxas de juro em 2026, decidido na próxima reunião de política monetária da Reserva Federal. 

O índice de preços ao consumidor (IPC) subjacente - que exclui alimentos e energia - dos EUA subiu menos do que o esperado em novembro - apenas 2,6%, face a apostas de uma subida de 3% -, segundo dados do Departamento do Trabalho. Este é o menor aumento do índice desde o início de 2021. 

O S&P 500 está a subir, a esta hora, 0,82% para 6.776,45 pontos, enquanto o industrial Dow Jones valoriza 0,9% para 48.166,69 pontos e o tecnológico Nasdaq Composite ganha 1,08% para 22.938,65 pontos. 

Além disso, as ações de tecnologia também impulsionaram os índices, à boleia das perspetivas otimistas sobre o atual trimestre por parte da Micron Technology. A maior fabricante americana de semicondutores para computadores deu ainda sinais de um aumento da procura, dizendo que a escassez de oferta está a permitir que a empresa suba os preços dos seus produtos. As ações disparam 16,5%.

Já a Trump Media & Technology, empresa do Presidente dos EUA, pula 23,5%, depois de anunciar que vai entrar no ramo da energia nuclear, aliando-se à TAE Technologies, num negócio avaliado em mais de seis mil milhões de dólares. 

Em contraciclo, a Birkenstock Holding previu um ritmo mais lento de crescimento das vendas no próximo ano, já que a empresa de calçado enfrenta o impacto da desvalorização do dólar americano e das tarifas. As ações descem 4,33%

As ações norte-americanas parecem caminhar para uma entrada em 2026 com um impulso positivo. Este será o quarto ano consecutivo de fortes ganhos apesar das várias potenciais ameaças que os mercados financeiros possam atravessar. A possível queda das ações de "tech" e inteligência artificial representa o maior risco para a estabilidade do mercado em 2026, segundo um estudo do Deutsche Bank.

O Presidente dos EUA, Donald Trump, procurou também tranquilizar os americanos preocupados com o aumento do custo de vida, durante um discurso na noite de quarta-feira na Casa Branca. Trump adiantou ainda que "em breve anunciará o nosso próximo presidente da Reserva Federal, alguém que acredita em taxas de juros mais baixas, e muito mais, e que os pagamentos de hipotecas cairão ainda mais" - um outro alerta deixado pelos questionados do banco alemão. 

18.12.2025

Euribor desce pela segunda sessão consecutiva a três, a seis e 12 meses

Casas Habitação

A taxa Euribor desceu hoje pela segunda sessão consecutiva a três, a seis e a 12 meses em relação a quarta-feira. Com as alterações de hoje, a taxa a três meses, que recuou para 2,035%, permaneceu abaixo das taxas a seis (2,134%) e a 12 meses (2,264%).

A taxa Euribor a seis meses, que passou em janeiro de 2024 a ser a mais utilizada em Portugal nos créditos à habitação com taxa variável, baixou hoje, ao ser fixada em 2,134%, menos 0,010 pontos do que na quarta-feira.

Dados do Banco de Portugal (BdP) referentes a outubro indicam que a Euribor a seis meses representava 38,5% do 'stock' de empréstimos para a habitação própria permanente com taxa variável.

Os mesmos dados indicam que as Euribor a 12 e a três meses representavam 31,75% e 25,25%, respetivamente.

No prazo de 12 meses, a taxa Euribor também baixou, para 2,264%, menos 0,027 pontos do que na quarta-feira.

No mesmo sentido, a Euribor a três meses cedeu hoje, para 2,035%, menos 0,014 pontos do que na quarta-feira.

Hoje será conhecida a decisão do Banco Central Europeu (BCE) sobre as taxas, que o mercado antecipa que se manterão, e que será seguida da conferência de imprensa da presidente da instituição, Christine Lagarde, que dará pistas sobre a política monetária para o próximo ano.

Em 30 de outubro, o BCE manteve as taxas diretoras, pela terceira reunião de política monetária consecutiva, como tinha sido antecipado pelo mercado e depois de oito reduções das mesmas desde que a entidade iniciou este ciclo de cortes em junho de 2024.

Em relação à média mensal da Euribor em novembro esta subiu de novo nos três prazos, mas de forma mais acentuada do que no mês anterior e nos prazos mais longos.

A média da Euribor em novembro subiu 0,008 pontos para 2,042% a três meses. Já a seis e a 12 meses, a Euribor avançou 0,0024 pontos para 2,131% e 0,030 pontos para 2,217%.

As Euribor são fixadas pela média das taxas às quais um conjunto de 19 bancos da zona euro está disposto a emprestar dinheiro entre si no mercado interbancário.

Lusa

18.12.2025

Índices europeus ganham terreno antes do BCE e BoE

Queda em Wall Street devido a receios sobre avaliação de empresas de IA, como Oracle e Broadcom

Os principais índices europeus negoceiam com ganhos em toda a linha, à medida que os investidores aguardam pelas decisões de política monetária do BCE e do Banco de Inglaterra (BoE).

O índice Stoxx 600 – de referência para a Europa – sobe 0,20%, para os 580,95 pontos.

Quanto aos principais índices da Europa Ocidental, o alemão DAX soma 0,12%, o espanhol IBEX 35 ganha 0,35%, o italiano FTSEMIB valoriza 0,18%, o francês CAC-40 avança 0,36%, o britânico FTSE 100 pula 0,14% e o neerlandês AEX ganha 0,46%.

Esta tarde, , com novas projeções a apontarem para um crescimento económico sólido nos países da moeda única e confiança de que a inflação não se deverá desviar excessivamente da meta de 2%.

O BoE, por sua vez, deve anunciar um corte nas taxas, à medida que as preocupações se desviam da inflação para a economia britânica, que mostra sinais de debilidade, enquanto se avalia também o estado de saúde do mercado de trabalho.

A par das decisões de política monetária pelo Velho Continente, os mercados estarão também a seguir de perto a divulgação de dados do mercado laboral e da inflação do lado de lá do Atlântico.

O "benchmark" europeu está agora a caminho de registar o sexto mês consecutivo de ganhos, com o índice de referência a continuar a oscilar perto do seu último máximo histórico atingido em novembro. Ainda assim, preocupações com a possível sobreavaliação de cotadas ligadas à inteligência artificial continuam a persistir.

Entre os setores, o do retalho (+1,16%) e o alimentar (+0,78%) lideram os ganhos. Já o automóvel (-0,51%) e os bens e serviços (-0,19%) registam as perdas mais expressivas neste momento.

Quanto aos movimentos do mercado, a Rentokil Initial sobe mais de 3%, depois de o Bank of America ter elevado a classificação do grupo de gestão de instalações de “neutra” para “comprar”, citando o crescimento do mercado no qual a empresa opera nos EUA.

18.12.2025

Juros aliviam na Zona Euro. Investidores de olhos postos na reunião do BCE

Os juros das dívidas soberanas da Zona Euro aliviam esta quinta-feira, com os investidores de olhos postos na reunião do Banco Central Europeu (BCE) e, sobretudo, na .

O BCE deverá manter as taxas de juro inalteradas esta quinta-feira e sinalizar pouca disponibilidade para cortes no curto prazo, dado que a economia da Zona Euro se mantém resiliente face aos choques no comércio global e a inflação permanece estável – .

Dados recentes sobre o crescimento económico no bloco de 20 países superaram as expectativas do BCE, impulsionados por exportadores que têm conseguido lidar com as tarifas impostas pelos Estados Unidos de forma mais eficaz do que o antecipado, bem como pela procura interna, que tem compensado a fragilidade persistente do setor industrial.

Neste contexto, os juros das "Bunds" alemãs a dez anos, a maturidade de referência para a região, descem 1,8 pontos-base para 2,844%, enquanto as obrigações francesas cede 2,0 pontos para 3,550%. Já por Itália, os juros da dívida soberana recuam 2,3 pontos para 3,543%

Na Península Ibérica, Portugal e Espanha acompanham a tendência do resto da Europa, com os juros da dívida portuguesa, com a mesma maturidade, a caírem 2,4 pontos para 3,131%  e os de Espanha a deslizarem também 2,4 pontos para 3,272%.

Já fora da Zona Euro, os juros das "Gilts" britânicas, também a dez anos, cedem 1,6 pontos base para 4,457% e do outro lado do Atlântico, as 'yields' dos EUA, deslizam 1,9 pontos para 4,133%.

18.12.2025

Dólar avança em dia de inflação nos EUA. Euro estável antes de decisão do BCE

O dólar está a registar valorizações a esta hora, num dia em que são conhecidos novos dados da inflação do lado de lá do Atlântico, que poderão ajudar a perceber qual será o rumo que o decisor de política monetária norte-americano, enquanto os

O índice do dólar - que mede a força da divisa face às principais concorrentes - segue a avançar 0,07%, para os 98,440 pontos.

A libra, por sua vez, segue a negociar com desvalorizações, depois de uma queda inesperada na inflação do Reino Unido ter reforçado os argumentos a favor de uma redução das taxas pelo Banco da Inglaterra (BoE). A esta hora, a libra cede 0,05%, para os 1,337 dólares.

Já o iene está a registar desvalorizações contidas face ao dólar, num dia em que o Banco do Japão (BoJ) inicia a sua reunião de dois dias que deverá resultar num aumento das taxas de juro para o nível mais alto em três décadas. O dólar segue a valorizar 0,10%, para os 155,840 ienes.

Por cá, . A esta hora, o euro perde 0,05%, para os 1,174 dólares.

18.12.2025

Ouro em leve queda antes da inflação nos EUA, prata perto de máximos históricos

ouro

Os preços do ouro negoceiam em leve queda esta quinta-feira, limitados pela resiliência do dólar, apesar dos sinais otimistas da Reserva Federal dos EUA, mas com os investidores de olhos postos nos cruciais dados sobre a inflação norte-americana, enquanto a prata segue próxima de máximos históricos.

O metal amarelo desce 0,2% para 4.329,73 dólares por onça, após ter subido mais de 1% no final da sessão de quarta-feira. 

A prata avança 0,1% para 66,36 dólares por onça, depois de ter atingido um máximo histórico de 66,88 dólares na sessão anterior. O metal acumula uma valorização de cerca de 130% desde o início do ano, superando largamente o ganho de 65% do ouro, impulsionado pela forte procura industrial que despertou o interesse dos investidores.

Alguns analistas admitem que a prata possa testar o nível dos 70 dólares por onça em 2026, sobretudo se os cortes nas taxas de juro dos EUA continuarem a sustentar a procura por metais preciosos.

Para Kelvin Wong, analista sénior da OANDA, citado pela Reuters,"a Fed poderá manter o atual ciclo de cortes nas taxas, o que está a apoiar tanto o ouro como a prata”, acrescentando que aos atuais níveis, poderá existir alguma tomada de lucros.

O governador da Fed, Christopher Waller, afirmou que o banco central ainda pode reduzir as taxas de juro num contexto de arrefecimento do mercado de trabalho, sublinhando que defenderia “absolutamente” a independência da instituição, numa altura em que é apontado como um dos potenciais sucessores de Jerome Powell.

Os investidores aguardam a divulgação do índice de preços no consumidor de novembro, esta quinta-feira, e do índice de preços das despesas de consumo pessoal (PCE) na sexta-feira.


18.12.2025

Petróleo avança com "traders" atentos a possíveis sanções dos EUA à Rússia

Petróleo estabiliza nos mercados após queda de três dias

Os preços do petróleo negoceiam com ganhos esta manhã, depois de se saber que os EUA estarão a preparar novas sanções ao petróleo russo, que deverão ser aplicadas caso Moscovo não concorde com um acordo de paz para pôr fim à guerra na Ucrânia.

O WTI - de referência para os EUA – sobe 1,02%, para os 56,51 dólares por barril. Já o Brent – de referência para o continente europeu – segue a valorizar 0,87% para os 60,20 dólares por barril.

Na quarta-feira, a Bloomberg avançou que os EUA estão a preparar outra leva de sanções contra o setor energético da Rússia. Nesta linha, as medidas adicionais contra o crude russo podem vir a representar um risco ainda maior para o abastecimento do mercado do que o bloqueio anunciado por Trump aos petroleiros sancionados que entrassem e saíssem da Venezuela, segundo analistas do ING citados pela Reuters.

“Dada a perspetiva de excedente e o Brent a negociar em cerca de 60 dólares por barril, Trump tem espaço para ser mais agressivo com as sanções”, acrescentaram os analistas.

De resto, os “traders” continuam atentos ao aumento das tensões entre os EUA e a Venezuela. O bloqueio anunciado por Trump coloca em risco 600 mil barris de “ouro negro” por dia das exportações de petróleo venezuelano, principalmente para a China, o maior consumidor de crude produzido no país da América Latina.

A maioria das outras exportações venezuelanas continuava suspensa na quarta-feira, embora a petrolífera estatal PDVSA tenha reiniciado o carregamento de cargas de petróleo bruto e combustível após suspender as operações devido a um ataque cibernético, indicaram fontes e dados alfandegários.

18.12.2025

Ásia fecha com perdas pressionada por "sell-off" nos EUA

Bolsa de Tóquio regista ganhos apesar da chuva e incertezas

Os principais índices asiáticos fecharam a sessão desta quinta-feira com uma maioria de perdas, , com o “sell-off” entre as grandes cotadas tecnológicas a agravar-se, enquanto os investidores continuam a mostrar preocupações com uma possível sobreavaliação das empresas ligadas à área da inteligência artificial. Por cá, e em dia de decisão do BCE, os futuros do Euro Stoxx 50 seguem praticamente inalterados.

Pelo Japão, o Nikkei caiu 1,03% e o Topix recuou 0,37%. O sul-coreano Kospi - índice com grande peso de cotadas ligadas à tecnologia e inteligência artificial - perdeu 1,53% e o índice de referência de Taiwan cedeu 0,21%. Já pela China, o Hang Seng de Hong Kong desvalorizou 0,035% e o Shanghai Composite ganhou 0,16%.

O índice de referência regional para as ações asiáticas, o MSCI Ásia-Pacífico, caiu 0,40%, já depois de o Nasdaq ter tombado 1,9% em Wall Street, com a Nvidia a atingir o seu valor mais baixo desde setembro.

A liquidação que se tem registado entre as tecnológicas é mais um sinal de que os investidores continuam a questionar se as empresas que atualmente lideram o “boom” da inteligência artificial conseguem continuar a justificar as elevadas avaliações e gastos. As preocupações com o custo e a viabilidade da expansão dos centros de dados, , alimentaram receios mais amplos sobre as perspetivas para o setor.

“Os investidores ainda veem uma divulgação limitada das receitas, lucros ou fluxos de caixa impulsionados pela IA”, disse à Bloomberg Frank Thormann, da Schroders Investment Management. “O resultado é uma preocupação crescente de que a IA possa não estar a proporcionar retornos proporcionais ao entusiasmo”, acrescentou o especialista.

Assim, pela Ásia, empresas relacionadas com a IA tiveram algumas das maiores perdas, com a Lasertec, a Advantest e o SoftBank Group a recuarem todas mais de 3%.

18.12.2025

Juros aliviam na Zona Euro enquanto yields das "Gilts" sobem

Os juros das dívidas soberanas dos países da Zona Euro registaram alívios ligeiros esta quinta-feira, num dia marcado pela decisão do Banco Central Europeu de manter as taxas de juro, levando também a que as bolsas europeias terminassem a sessão no verde. 

Neste contexto, os juros das "Bunds" alemãs a dez anos, a maturidade de referência para a região, desaceleraram 1,4 pontos base para 2,847%, enquanto as obrigações francesas recuaram 1,6 pontos para 3,555%. Já por Itália, os juros da dívida soberana caíram 2,9 pontos para 3,537%. 

Pela Península Ibérica, a tendência de alívios manteve-se. Os juros das dívidas portuguesa com a mesma maturidade cederam 2,2 pontos-base para uma taxa de 3,132%, enquanto no país vizinho a descida foi de 1,9 pontos-base 3,277%. 

Já fora da Zona Euro, os juros das "Gilts" britânicas também a dez anos contrariaram a tendência global, ao agravarem-se em 0,6 pontos base para 4,479%, isto depois de o Banco de Inglaterra ter admitido que o corte de juros desta quinta-feira ter sido uma decisão bastante difícil, com quatro dos nove governadores a mostrarem-se contra a descida - o que parece espelhar que o ciclo de alívio de juros pode sofrer agora uma pausa.

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