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Os dias loucos da moeda ucraniana

A grívnia, moeda ucraniana, está a sofrer elevada volatilidade esta semana, acompanhando as reviravoltas da política monetária de Kiev. Atingiu mínimos históricos esta quinta-feira, com uma desvalorização de 27%.

Bloomberg
Vera Ramalhete veraramalhete@negocios.pt 26 de Fevereiro de 2015 às 17:21
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A grívnia, que está a ser fortemente afectada pela crise económica na Ucrânia, atingiu esta quinta-feira, 26 de Fevereiro, mínimos históricos, após uma reviravolta na política monetária. A moeda está a cair 26,85% para 0,0297 dólares, depois de ontem ter subido 33,11% para 0,0406 dólares e de, na terça-feira, ter deslizado mais de 15%. 

 

Flutuações cambiais, reflectindo a entrada e saída de moeda, são normais. Mas variações percentuais com dois dígitos não são comuns. Kiev está a debater-se com o controlo da moeda, enquanto espera pela aprovação do empréstimo de emergência do FMI de 17,5 mil milhões de dólares (15,5 mil milhões de euros).

 

Na quarta-feira de manhã, o banco central da Ucrânia anunciou uma proibição quase total de trocas cambiais até ao final da semana. A proibição foi retirada no mesmo dia, depois de o primeiro-ministro Arseny Yatseniuk repreender o banco central por não ter consultado o Governo e afirmar que a medida é nociva para a economia do país. Durante a proibição, o banco central da Ucrânia comprou 80 milhões de dólares no mercado cambial. Esta quinta-feira disponibilizou-se a vender este valor aplicando o mesmo câmbio.

              

"As pessoas não fazem ideia do que irá acontecer no mercado cambial até a Ucrânia receber o financiamento do FMI", afirmou Sergey Fursa, corretor na Dragon Capital, à Bloomberg. "Tudo é possível", concluiu.

 

Para o Goldman Sachs, a previsão  para a entrada do empréstimo do FMI, em meados de Março, não é suficientemente próxima para estabilizar já a moeda. "As flutuações de capital, pagamentos da dívida, importações e destabilização das expectativas no mercado cambial deverão continuar a exercer pressão sobre a grívnia nos próximos dias e semanas", antecipam os analistas do Goldman Sachs, citados pela Bloomberg. 

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