Taxa de juro implícita do crédito à habitação aumenta pelo quinto mês

A taxa de juro implícita dos contratos de crédito à habitação atingiu os 1,051%, em Outubro, revelou o INE. Trata-se do quinto aumento consecutivo.
Raquel Godinho 21 de Novembro de 2018 às 11:16

A taxa de juro implícita dos créditos à habitação aumentou, em Outubro, pelo quinto mês consecutivo, revelou o Instituto Nacional de Estatística (INE). Atingiu os 1,051%, que representa o valor mais elevado desde Agosto de 2016. Desde Fevereiro que esta taxa não recua, apresentado um comportamento de subida na grande maioria dos meses. Nos novos contratos, a taxa também voltou a subir. 

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A taxa de juro do total dos financiamentos e também dos contratos mais recentes viveu em Outubro um mês de subida. No total dos empréstimos, atingiu os 1,051%, o valor mais elevado em mais de dois anos. Já nos contratos mais recentes, assinados nos últimos três meses, a taxa de juro situou-se nos 1,459%, tendo aumentado face aos 1,444% registados no mês anterior (quando sofreu uma forte queda).

"A taxa de juro implícita no conjunto dos contratos de crédito à habitação aumentou 0,8 pontos base (p.b.) face ao

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observado em Setembro, para 1,051%. Nos contratos celebrados nos últimos três meses, a taxa de juro subiu 1,5 p.b. no mês em análise, para 1,459%", refere o comunicado publicado pelo INE, esta quarta-feira.

No destino de financiamento aquisição de habitação, que é o mais relevante, a taxa de juro subiu 0,7 pontos-base para os 1,073%. E nos financiamentos dos últimos três meses subiu 1,6 pontos-base para 1,451%.

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Quanto à prestação média vencida, esta aumentou um euro para 243 euros. Deste valor, 46 euros (19%) correspondem ao pagamento de juros e os restantes 197 euros (81%) a capital amortizado. Mas, nos contratos mais recentes, o aumento foi mais expressivo. O valor médio da prestação aumentou 12 euros para 327 euros.

O capital médio em dívida para a totalidade dos contratos de crédito à habitação diminuiu 13 euros, fixando-se em 52.160 euros. "Para os contratos celebrados nos últimos três meses, o montante médio do capital em dívida desceu

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262 euros para 99.080 euros", acrescenta o INE.

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