Subida da avaliação das casas abranda no arranque do guerra. Metro quadrado atinge 2.151 euros
O número de avaliações bancárias considerado foi cerca de 32,8 mil, o que representa uma subida de 10,8% face a fevereiro.
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O valor mediano a que os bancos avaliam as habitações para conceder crédito subiu para 2.151 euros por metro quadrado em março - o primeiro mês da guerra no Irão -, mantendo a tendência que se verifica desde dezembro de 2023. O aumento de 29 euros (ou 1,4%) face ao mês anterior representa, contudo, uma taxa de variação homóloga de 16,5%, inferior à de 17,2% registada em fevereiro.
Os dados divulgados esta segunda-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) indicam que o número de avaliações bancárias considerado foi cerca de 32,8 mil, o que representa uma subida de 10,8% face ao mês anterior e uma descida de 10,3% em termos homólogos.
A Região Autónoma da Madeira apresentou o aumento mais expressivo face ao mês anterior (2,1%), não se tendo registado qualquer descida. Já em comparação com março de 2025, a variação mais acentuada foi registada na Península de Setúbal (24,8%), não se tendo observado igualmente qualquer redução.
Considerando as diferentes tipologias, o valor mediano de avaliação bancária de apartamentos foi 2.511euros por metro quadrado, superior em 21,2% face ao mesmo mês de 2025. Os valores mais elevados foram observados na Grande Lisboa (3.333 euros/m2) e no Algarve (2.883 euros/m2), enquanto o Alentejo e o Centro apresentam os valores mais baixos (1.477 euros/m2 e 1.626 euros/m2, respetivamente). A Península de Setúbal apresentou o crescimento homólogo mais expressivo (26,5%), não se tendo verificado qualquer descida.
No caso de um apartamento T1, a subida foi de 48 euros, para 3.174 euros, tendo os T2 e T3 aumentado 26 euros e 13 euros, respetivamente, para 2.586 euros e 2.170 euros. No seu conjunto, estas tipologias representaram 92,5% das avaliações de apartamentos realizadas no período em análise.
Nas moradias, o valor mediano foi de 1.542 euros por metro quadrado, mais 12,6% em relação ao mesmo mês do ano anterior. Os valores mais elevados observaram-se na Grande Lisboa (2.838 euros) e no Algarve (2.755 euros), registando o Centro e o Alentejo os valores mais baixos (1.144 euros e 1.272 euros, respetivamente). A Região Autónoma dos Açores apresentou o crescimento homólogo mais elevado (20,0%), não se tendo registado qualquer descida.
(Notícia atualizada às 11:25 horas)